Ebo Taylor morre aos 90 anos um dia depois do lançamento de um festival em sua honra, informou o filho, Kweku Taylor, nesta segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026. “O mundo perdeu um gigante, um colosso da música africana”, declarou.
Nascido em 1936 em Gana, Taylor tornou-se figura central do highlife no fim dos anos 1950. Em 1961 mudou-se para Londres para estudar na Eric Gilder School of Music, onde firmou amizade com Fela Kuti, então aluno do Trinity College. “Fela me ensinou harmonias; compartilhávamos o desejo de ser como Miles Davis ou Kenny Burrell”, recordou em entrevista ao site PostGenre.
De volta a Acra, integrou grupos como New Broadway Dance Band e Blue Monks ao lado de Pat Thomas. Nos anos 1980 e 1990 preferiu os bastidores como produtor, e na década de 2000 passou a lecionar na Universidade de Gana.
Mesmo após sofrer um AVC em 2018, o guitarrista continuou ativo. O interesse internacional pelo highlife resultou no álbum final, “Ebo Taylor JID022”, lançado em 2025 pelo selo Jazz is Dead.
O governo ganês divulgou nota exaltando “um dos nossos maiores músicos”, ressaltando seu esforço para projetar a música do país no exterior quando outros estilos dominavam as paradas. Segundo o porta-voz presidencial, tributos oficiais serão anunciados nos próximos dias.
Taylor faleceu exatamente um mês depois de completar 90 anos. Além de familiares, deixa admiradores espalhados pelo mundo que agora revisitam uma discografia que ajudou a definir o som da África Ocidental.




