Gary Holt do Exodus detalha processo criativo do novo álbum da banda, “Goliath”

Luis Fernando Brod
2 minutos de leitura
Gary Holt. Crédito: Kevin Winter, Getty Images.

Goliath” do Exodus chega às lojas em 20 de março pela Napalm Records, e Gary Holt adiantou que o 12º álbum do grupo foi escrito “para um público de cinco” — os próprios integrantes.

Ao podcast Appetite For Distortion, o guitarrista contou que a banda passou dois meses em estúdio com todo o equipamento montado o tempo inteiro. O método permitiu que as ideias fluíssem até o último dia: “Entramos com cinco faixas prontas e saímos com 18”, afirmou. Segundo Holt, o colega Lee Altus teve participação decisiva, tornando o trabalho o mais colaborativo da história do Exodus.

Gravar e compor simultaneamente rendeu material extra: oito músicas já estão guardadas para o disco seguinte. “Queríamos diminuir o intervalo entre álbuns”, disse o músico, acrescentando que a abordagem lembra a de nomes dos anos 1970 que alugavam casas e viviam juntos durante as sessões.

“Goliath” marca ainda o retorno definitivo do vocalista Rob Dukes, substituto de Steve “Zetro” Souza desde janeiro de 2025. Holt elogiou a versatilidade recém-apresentada pelo cantor, que ampliou as possibilidades de composição para futuros lançamentos.

O primeiro single, “3111”, ganhou clipe dirigido por Jim Louvau. A tracklist traz participações do sueco Peter Tägtgren em “The Changing Me” e da violinista Katie Jacoby na faixa-título. Produzido pelo Exodus e finalizado pelo engenheiro Mark Lewis, o álbum rompe uma sequência de quase 30 anos sem Andy Sneap na mixagem.

Embora raramente citado ao lado do “Big Four” do thrash, o quinteto de São Francisco celebra quatro décadas mantendo o método que o consagrou: criar para satisfazer a si mesmo e convidar o público a compartilhar dessa energia.

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