Nova disputa judicial com o Guess Who após retorno da banda

Luis Fernando Brod
2 minutos de leitura
Guess Who. Crédito: Reprodução.

Guess Who volta às manchetes depois que os ex-integrantes Jim Kale e Garry Peterson processaram a empresa de direitos autorais BMI, alegando prejuízos milionários provocados pela revogação imediata de licenças que lhes permitiam usar o nome do grupo nos palcos.

A ação foi aberta poucos dias após Burton Cummings e Randy Bachman, principais compositores da formação clássica, iniciarem a “Takin’ It Back Tour” no Canadá. Os dois recuperaram o controle do repertório ao cancelar acordos que autorizavam outras formações a tocar sucessos como “These Eyes”, “No Time” e “American Woman”. Sem a permissão, Kale e Peterson cancelaram shows previamente vendidos como Guess Who.

No processo, os ex-membros acusam a BMI de fraude, interferência contratual e negligência, sustentando que deveriam ter recebido prazo para cumprir a agenda ou buscar artistas substitutos. O advogado Michael Machat afirmou à revista Rolling Stone que “com a maioria dos contratos comerciais é obrigatório aviso prévio”.

A BMI respondeu em nota: “Não há mérito nesta ação. Agimos conforme informações fornecidas pela SOCAN, que representa os detentores dos direitos”.

Cummings e Bachman, por sua vez, reforçaram que Kale e Peterson não têm base legal para usar a marca Guess Who. O atual giro da dupla passa por 12 cidades canadenses até agosto e inclui participação no Rock Legends Cruise em fevereiro. A disputa judicial prossegue sem afetar a nova formação que hoje carrega oficialmente o nome da banda.

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