Ian Anderson, líder do Jethro Tull, afirmou que a aposentadoria está “no horizonte”, mas garantiu que não haverá uma turnê de despedida quando decidir parar. O flautista e vocalista de 78 anos explicou, em entrevista ao site Far Out, que vê pouca lógica em anunciar um adeus prolongado, prática adotada por outros artistas.
“Quando chegar a hora, simplesmente não haverá mais datas no site”, declarou Anderson. Ele formou o Jethro Tull nos anos 1960 e mantém uma agenda de shows ativa. Para 2026, o grupo planeja uma extensa passagem pela Europa e pelo Reino Unido. O trecho britânico, com início em abril, inclui apresentações em teatros como o Palladium, em Londres, o Symphony Hall, em Birmingham, e o Usher Hall, em Edimburgo.
Ao abordar o fim da carreira, o músico destacou que artistas possuem mais liberdade que profissionais com idade-limite definida. Contudo, ele admite que fatores físicos, mentais e até mesmo geopolíticos podem acelerar sua saída dos palcos.
Questionado se já estipulou uma data para parar, Anderson respondeu que prefere manter a decisão em aberto. “Seria mesquinho parar agora, mas também preciso ser realista”, disse, reconhecendo que o término “se aproxima lentamente”.
Por enquanto, o público que deseja ver o Jethro Tull ao vivo deve acompanhar o calendário de 2026. Segundo Anderson, a jornada do grupo só será percebida como encerrada quando não houver mais shows listados.




