Jimmy Buffett e Bono quase morreram sob fogo na Jamaica

Luis Fernando Brod
2 minutos de leitura
Jimmy Buffett. Crédito: Reprodução/Youtube.

Jimmy Buffett e Bono viveram um episódio quase fatal em 16 de janeiro de 1996, quando policiais da Jamaica atiraram contra o hidroavião Hemisphere Dancer, pensando tratar-se de traficantes.

O cantor de “Margaritaville” pilotava o Grumman HU-16 Albatross rumo à ilha caribenha. A bordo estavam o fundador da Island Records, Chris Blackwell, além do vocalista do U2, sua esposa e os dois filhos. O piloto Jim Powell já havia alertado Buffett sobre as condições marítimas adversas e a falta de autorização para mudanças de rota, sugerindo adiar a viagem.

Prevendo dificuldades para pousar em Montego Bay, a tripulação optou por Negril. Logo após tocar a água, o avião recebeu cerca de 100 disparos. Bono contou ao Belfast Telegraph que se sentiu “no meio de um filme de James Bond” e temeu pela vida dos filhos. Apesar dos tiros que estilhaçaram o para-brisa e danificaram a fuselagem, ninguém se feriu.

Assim que desembarcou, o cantor irlandês levou a família de volta a Miami. O governo jamaicano pediu desculpas públicas pelo engano. Já Buffett transformou o susto em música: “Jamaica Mistaica”, lançada em junho de 1996 no álbum “Banana Wind”, ironiza o episódio com versos que lembram o “grande erro” das autoridades.

O caso virou referência nas histórias de viagens de rockstars, reforçando a fama aventureira de Jimmy Buffett e Bono e mostrando como um contratempo logístico quase terminou em tragédia.

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