Kendrick Lamar influenciou o último disco de David Bowie

Luis Fernando Brod
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Kendrick Lamar. Crédito: Robert Kamau/GC Images.

Kendrick Lamar foi a principal referência musical de David Bowie e do produtor Tony Visconti durante a criação de “Blackstar”, álbum final do cantor britânico, gravado em 2015 e lançado em 8 de janeiro de 2016.

Visconti contou à revista Rolling Stone que ele e Bowie ouviam “muito” o disco “To Pimp a Butterfly”, de 2015, enquanto trabalhavam no estúdio. O objetivo, segundo o produtor, era fugir do formato tradicional do rock e adotar a abertura estilística presente no trabalho do rapper. “Kendrick não fez um álbum de hip-hop puro, ele misturou tudo, e era exatamente isso que queríamos”, afirmou.

Bowie, então com 69 anos e enfrentando câncer no fígado, manteve sigilo sobre a doença e reduziu suas idas ao estúdio por motivos médicos, mas preservou o bom humor, relatou Visconti à revista Mojo. Dois dias após o lançamento de “Blackstar”, em 10 de janeiro de 2016, o artista morreu.

O apreço de Bowie pelo rap vinha de longa data. Em entrevista ao programa TODAY, em 1993, ele declarou ver nos rappers a vanguarda criativa da música popular, destacando a força social presente nas letras de artistas negros e latinos.

A reciprocidade também existiu. Ao saber da morte do britânico, Lamar escreveu nas redes sociais: “Que honra, que alma. David Bowie, espírito de ouro”. Canções de Bowie, como “Fame”, foram sampleadas por nomes como Jay-Z, Ice Cube, MC Lyte e Public Enemy, reforçando a troca artística entre o rock e o hip-hop.

Falamos sobre isso no episódio do Redação Disconecta especial Blackstar de David Bowie

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