Kneecap processa político que motivou banimento no Canadá o deputado liberal Vince Gasparro, apontado como responsável pelo veto de entrada do trio irlandês no país, de acordo com notificação judicial entregue nesta segunda-feira, 24 de novembro de 2025.
Gasparro justificou a medida em setembro, alegando que o grupo teria endossado Hezbollah e Hamas, algo que os artistas negam. Desde então, Kneecap afirma que as acusações buscam silenciar críticas à ofensiva israelense em Gaza.
Documentos obtidos pela BBC News revelam que o gabinete do primeiro-ministro Mark Carney e a Agência de Serviços de Fronteiras do Canadá (CBSA) não participaram da decisão anunciada por Gasparro. Já o Ministério de Imigração informou apenas que a autorização eletrônica de viagem de Mo Chara, nome artístico de Liam Óg Ó hAnnaidh, foi cancelada em agosto por informações incompletas, permitindo nova solicitação.
No Instagram, o trio acusou o parlamentar de “mentir ao afirmar falar em nome do governo” e prometeu doar eventual indenização a crianças amputadas em Gaza. “Seremos implacáveis na defesa do nosso nome”, escreveram.
Apesar da disputa, Kneecap segue em turnê pelo Reino Unido e marcou seu maior show para 27 de junho de 2026 no Crystal Palace Park, em Londres. O grupo também confirmou presenças nos festivais Primavera Sound Barcelona, Primavera Sound Porto e Boomtown, além de planejar retorno ao Canadá em 2026.
Em abril, Mo Chara enfrentou acusação de terrorismo por exibir uma bandeira do Hezbollah em Londres. O caso foi arquivado em setembro por falha técnica, mas a promotoria britânica recorreu. A banda mantém a posição de que não incita violência.



