Marilyn Manson teve o processo de abuso sexual movido por sua ex-assistente Ashley Walters novamente aceito pela Justiça da Califórnia, graças a uma lei estadual que prolonga o prazo para denúncias.
A ação, apresentada em 2021, havia sido rejeitada em maio de 2022 e encerrada em dezembro de 2025 devido ao limite de prescrição. Com a entrada em vigor da Assembly Bill 250, assinada pelo governador Gavin Newsom, vítimas maiores de 18 anos ganharam mais dois anos para reativar queixas antigas. Amparado nessa mudança, o juiz Steve Cochran, do Tribunal Superior de Los Angeles, reconsiderou o caso na segunda-feira, 26 de janeiro.
No processo, Walters alega que conheceu Brian Warner (nome civil do cantor) pelas redes sociais. Segundo ela, durante um encontro profissional em sua residência, o artista a teria empurrado sobre a cama e tentado forçar sua mão em suas roupas íntimas. Walters afirma ainda ter trabalhado como assistente entre 2010 e 2011, período em que diz ter sofrido outros abusos físicos e psicológicos.
Warner nega todas as acusações de assédio, agressão sexual, violência emocional e demissão injustificada, postura que mantém desde denúncias anteriores feitas por Evan Rachel Wood e Esmé Bianco. O músico já firmou acordos extrajudiciais com algumas denunciantes, inclusive Bianco, e retirou em 2024 um processo por difamação contra Wood.
Em nota enviada à Entertainment Weekly, o advogado de Manson, Howard King, reiterou que o Ministério Público recusou apresentar queixa criminal porque “o sr. Warner jamais cometeu agressão sexual”. A defesa de Walters, representada por Bina Ahmad, declarou ao Deadline estar “satisfeita” com a reabertura do processo.
A nova audiência ainda não teve data definida. O caso seguirá tramitando enquanto a lei estadual mantiver aberta a janela para ações civis de abuso sexual prescritas.



