Segundo Matt Sorum, Guns N’ Roses foi a banda que lhe deu expressão, nas próprias palavras do baterista, “lhe deu pernas” para toda a carreira, como contou a Eddie Trunk no programa Trunk Nation, da SiriusXM.
Sorum descreveu os anos ao lado de Axl Rose, Slash e companhia como “assistir ao filme de outra pessoa”. Mesmo assim, avalia que a passagem pelos palcos da banda o credenciou para qualquer projeto futuro. “Entrar no Rock and Roll Hall of Fame ao lado deles selou tudo”, afirmou, citando ainda “Use Your Illusion” e “The Spaghetti Incident?” como registros decisivos.
O músico comentou também a relação hoje amistosa com Steven Adler, a quem sucedeu no conjunto. “Não nos dávamos bem no início, mas resolvemos como homens maduros”, explicou. Sobre o vocalista, foi direto: “Axl Rose foi o maior frontman daquela época”.
Da dissolução dos velhos laços nasceu o Velvet Revolver, formado com Slash, Duff McKagan e Scott Weiland. De acordo com Sorum, o disco “Contraband” representou um novo fôlego: foram 3 milhões de cópias vendidas, três indicações ao Grammy e uma estatueta conquistada. “Estávamos limpos, em forma e soando fortes; tínhamos potencial para durar mais”, lamentou.
Em 2019, o baterista se uniu a Geezer Butler, de Black Sabbath, no Deadland Ritual. Sorum recorda a curiosa estreia no festival Download, ainda à luz do dia. “Perguntei a Geezer quando foi a última vez que ele subiu ao palco sem ser de noite; ele respondeu ‘há uns 25 anos’”, contou. Na mesma turnê, compartilharam ônibus para cortar custos, ocasião em que o baixista relembrou histórias da primeira excursão do Sabbath, dormindo no sótão de clubes na Alemanha para fugir de ratos.
Satisfeito, Sorum destaca que tocar ao lado de ídolos e arrecadar fundos em eventos beneficentes resume o que busca hoje: “É a parte mais gratificante da minha vida”.



