Roger Waters reafirmou, em entrevista ao programa “Piers Morgan Uncensored”, que não se arrepende das declarações feitas sobre Ozzy Osbourne logo após a morte do ex-vocalista do Black Sabbath em julho.
Questionado por Morgan, o ex-baixista do Pink Floyd admitiu ter dito que “não ligava para o Black Sabbath” e que “não gostava de gente que morde a cabeça de morcegos”, referência a um episódio de 1982 envolvendo Osbourne. “Não nego que falei isso. Preciso gostar de toda banda que existe?”, contestou.
As falas originais provocaram reação imediata da família Osbourne. Jack Osbourne chamou Waters de “patético e ultrapassado”, revelando que seu pai o considerava um “c*”. Já Sharon Osbourne classificou o músico como “muito amargo” em participação anterior no mesmo programa, onde cogitou enviar fezes pelo correio ao britânico.
No novo encontro, Morgan exibiu o vídeo com as críticas de Sharon. Waters respondeu que “pediria desculpas, claro”, mas acrescentou não ter “tempo para Sharon”, a quem definiu como “sionista ferrenha” e parte de um suposto lobby israelense que tentaria silenciá-lo.
Tentando contextualizar a polêmica, Waters disse ter ouvido algumas canções do Black Sabbath após a repercussão e considerou a música “aceitável”, mas manteve repulsa ao episódio do morcego: “Acho nojento. Ele não pode mais dizer ‘desculpe’, mas eu continuo achando repulsivo”.
Ao ser pressionado sobre arrependimento, concluiu: “Não me arrependo de nada, exceto de ainda não ter convencido a humanidade a garantir direitos iguais a todos sob a lei internacional”.




