A Califórnia reabriu um período extraordinário de dois anos para que ações civis por agressão sexual sejam reativadas, colocando Tommy Lee e Marilyn Manson novamente no centro de processos judiciais. A medida é resultado da “Justice for Survivors of Sexual Assault Act”, sancionada pelo governador Gavin Newsom em outubro e em vigor desde 1º de janeiro. A nova regra permite que processos arquivados ou fora do prazo sejam reapresentados até o final de 2025.
Com base nesta legislação, Heather Taylor voltou a processar Tommy Lee, baterista do Mötley Crüe. Ela alega ter sido atacada por Lee em um voo de helicóptero em 2003, um episódio que, conforme a queixa, envolveu o consumo de drogas a bordo. Taylor havia retirado voluntariamente a ação anterior, aguardando a mudança legislativa. O advogado Jeffrey Reeves afirmou à Billboard que sua cliente “pretende responsabilizar o Sr. Lee pelo dano causado”.
No caso de Marilyn Manson, a ex-assistente Ashley Walters apresentou uma petição de sete páginas. Ela solicita ao juiz Steve Cochran que anule a decisão que encerrou sua ação em dezembro ou que permita uma emenda. Walters acusa o cantor de abuso sexual e psicológico entre 2010 e 2011. O advogado de Manson, Howard King, disse à Rolling Stone que as acusações não se enquadram no escopo da AB 250 e seriam, no máximo, questões de ambiente de trabalho hostil.
Representantes de Lee e Manson celebraram as vitórias anteriores e continuam a afirmar a inocência dos artistas. Contudo, as cortes californianas podem agora reavaliar as alegações à luz do novo prazo estabelecido pela lei.



