O mais recente episódio do podcast Redação DISCONECTA traz uma verdadeira aula de história do rock. Desta vez, a atração comandada por Luis Fernando Brod conta com a participação do convidado Victor Persico para celebrar e destrinchar os 50 anos de um dos discos ao vivo mais icônicos e bem-sucedidos de todos os tempos: Frampton Comes Alive!, de Peter Frampton.
Durante o bate-papo, a dupla relembra como o álbum duplo, lançado no início de 1976, transformou a carreira de Frampton — que vinha de uma trajetória morna após sair da banda Humble Pie — em um fenômeno cultural estrondoso. O disco vendeu um milhão de cópias logo na primeira semana, dominou o topo da Billboard por meses e popularizou de vez o uso do efeito “talk box” nas guitarras.
No entanto, o episódio vai muito além do sucesso musical e aborda os altos e baixos que acompanharam o estrelato extremo do músico. Brod e Persico discutem como a fama repentina se tornou uma “faca de dois gumes”, especialmente após uma infame capa da revista Rolling Stone em que Frampton apareceu sem camisa. A imagem o transformou em um ídolo pop adolescente da noite para o dia, o que acabou prejudicando sua credibilidade entre os fãs de rock mais puristas. Eles também relembram escolhas difíceis da carreira do artista na época, como a sua participação no desastroso filme musical inspirado em Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, ao lado dos Bee Gees.
Entre as curiosidades mais fascinantes compartilhadas na edição, destaca-se a história da icônica guitarra Les Paul preta que aparece na capa do álbum: o instrumento foi perdido em um aeroporto na década de 1970 e incrivelmente encontrado e devolvido ao guitarrista mais de 30 anos depois. Além disso, os participantes exaltam a qualidade orgânica e crua da gravação ao vivo de Frampton Comes Alive!, ressaltando que, ao contrário de muitos discos da década de 1970 que eram amplamente retocados em estúdio, este capturou a verdadeira energia do palco com pouquíssimas correções.
A dupla também aproveita o espaço para prestar homenagens à resiliência de Peter Frampton, que, apesar de conviver atualmente com miosite por corpos de inclusão — uma doença muscular degenerativa severa —, continua trabalhando e planejando novos lançamentos de estúdio.
Para os amantes do bom e velho rock, o episódio é um prato cheio de nostalgia e informação. A recomendação final deixada por Luis Fernando e Victor é uma regra de ouro para apreciar essa obra-prima: ouça o álbum do começo ao fim, sem pular nenhuma faixa, e, obrigatoriamente, no volume máximo!
Gostaria de que eu gerasse algum material adicional baseado nesse episódio, como um breve resumo das músicas recomendadas por eles ou um questionário de curiosidades (quiz) sobre a carreira do Peter Frampton?




