Proibição de fumo para nascidos a partir de 2009 é anunciada no Reino Unido

Marcelo Scherer
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Marcelo Scherer
Jornalista, editor-chefe e fundador do portal Disconecta. Aos 46 anos, respira o ecossistema musical cobrindo rock, indie e cultura alternativa. É uma voz ativa no resgate...
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. by Jonathan Brady/PA via Getty Images

O Reino Unido anunciou uma proibição de venda de tabaco para pessoas nascidas a partir de 2009, com o objetivo de criar uma geração livre de fumo. A medida, que tornará ilegal a venda de produtos de tabaco para qualquer pessoa nascida em ou após 1º de janeiro de 2009, visa aumentar a idade legal de venda anualmente a partir de 2027, estendendo a proibição por toda a vida.

A iniciativa faz parte de uma campanha governamental para controlar o tabagismo, considerado uma das principais causas de morte e incapacidade evitáveis no país. O projeto de lei “Tobacco and Vapes Bill” já foi aprovado pelo parlamento e, após o consentimento real, permitirá que os ministros regulamentem produtos de tabaco, vaping e nicotina, incluindo seus sabores e embalagens.

As novas regras também incluem a proibição do vaping em carros com crianças, playgrounds, áreas externas de escolas e hospitais. No entanto, o uso de vapes ainda será permitido em jardins de pubs, praias e espaços privados ao ar livre.

Wes Streeting, Secretário de Estado da Saúde e Assistência Social, descreveu a legislação como “histórica”, afirmando que “a prevenção é melhor que a cura – esta reforma salvará vidas, aliviará a pressão sobre o NHS e construirá uma Grã-Bretanha mais saudável”. A ministra da Saúde, Baronesa Merron, complementou que o projeto é “a maior intervenção de saúde pública em uma geração e posso assegurar a todos os nobres Lordes que salvará vidas”.

Em outubro de 2024, uma tentativa anterior do Primeiro-Ministro Keir Starmer de proibir o fumo fora de pubs e clubes gerou controvérsia. Entidades como a UKHospitality e a British Beer and Pub Association expressaram preocupação com o “sério dano econômico” aos estabelecimentos e o “golpe à viabilidade dos ativos comunitários vitais da nação”. Essa proposta foi posteriormente retirada dos planos governamentais em novembro de 2024.

(Via: NME)

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