Ray Luzier do Korn revela ter perdido shows por não usar drogas
Por que isso importa?
Para os fãs de rock e metal, as declarações de Ray Luzier oferecem uma perspectiva rara sobre os bastidores da indústria musical. Sua ênfase na longevidade e na ética de trabalho, em contraste com os perigos do vício, ressoa especialmente em um cenário onde muitos talentos se perdem. A crítica à inteligência artificial e à falta de “alma” na música atual também provoca uma reflexão importante para o público que acompanha a evolução do gênero.
Ray Luzier, baterista do Korn, compartilhou sua experiência e visão sobre longevidade na carreira musical e os perigos do uso de drogas durante um evento “Pearl Day” no Musicians Institute em Hollywood, Califórnia, em 18 de abril. O músico revelou ter perdido oportunidades com bandas “enormemente famosas” por não usar substâncias ilícitas.
Luzier, que cresceu em uma fazenda na Pensilvânia, foi questionado sobre sua transição de “garoto da fazenda” para “estrela do rock”, mas ele se descreve como “apenas um cara que anda com estrelas do rock”, apreciando os benefícios como jatos particulares.
Ele enfatizou a importância da humildade e da persistência, lembrando que, ao entrar no Korn em 2007, o então baixista Fieldy previu apenas mais “um ou dois anos” para a banda. No entanto, o grupo continua ativo, fazendo turnês e vendendo ingressos rapidamente, como os shows na América do Sul que esgotaram em 63 minutos há dois meses, incluindo a performance única em São Paulo. Ele notou a presença de múltiplas gerações de fãs nos shows.
O baterista fez um apelo para que os jovens evitem drogas. Ele contou que, ao tocar com David Lee Roth por oito anos, presenciou o uso livre de drogas, o que o motivou a buscar longevidade na carreira. “Perdi shows porque não usei drogas. Isso é uma história verdadeira. Não posso citar as bandas porque são enormemente famosas. Mas tive duas bandas muito grandes, e por não festejar, fui dispensado”, afirmou.
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Luzier também relembrou uma situação com David Lee Roth, onde fingiu beber para se encaixar, mas foi elogiado por Roth por não usar substâncias, garantindo que ele “poderia conduzir o navio” como baterista. Ele mencionou ter substituído Scott Weiland, do Stone Temple Pilots, em alguns shows, lamentando a luta do falecido vocalista contra o vício.
O músico criticou a música moderna, especialmente o uso excessivo de inteligência artificial e a falta de “alma” nas produções. Ele defendeu a prática instrumental e o trabalho árduo, citando Dave Grohl: “Entre em uma garagem e seja ruim. Entre no seu laboratório e seja ruim — até que você não seja mais ruim.” Luzier revelou que o novo disco do Korn está sendo gravado em fita de duas polegadas, um processo que ele elogiou por preservar a autenticidade.
Ray Luzier morou em Los Angeles por 16 anos antes de se mudar para Nashville, e atualmente reside em Franklin, Tennessee, com sua família. Ele havia anunciado sua participação no evento “Pearl Day” em uma publicação no Facebook.
(Via: Blabbermouth.net)



