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(Re)Born Again, a nova mixagem do clássico do Black Sabbath feita com AI

5 min de leitura
Capa Black Sabbath: Reborn Again
Foto: Divulgação

O disco Born Again do Black Sabbath, lançado em 1983, é um dos mais controversos e incompreendidos da carreira da banda. O álbum marca a única participação do vocalista Ian Gillan, conhecido por seu trabalho no Deep Purple, na banda de Tony Iommi e Geezer Butler. A união desses gigantes do heavy metal foi fruto de uma noite de bebedeira em um pub em Oxford, onde Gillan aceitou o convite para substituir Ronnie James Dio, que havia saído do Sabbath para formar sua própria banda. No dia seguinte, Gillan não se lembrava de nada, mas o acordo já estava feito.

O processo de gravação do disco do Black Sabbath foi tumultuado e improvisado. A banda se reuniu no estúdio The Manor, em Oxfordshire, sem ter nenhuma música pronta. Gillan chegou atrasado, pois estava se recuperando de uma cirurgia nas cordas vocais, e teve que compor as letras na hora, sem muito tempo para ensaiar. O baterista original Bill Ward, que havia retornado ao Sabbath após a saída de Vinny Appice, estava em péssimas condições físicas e mentais, sofrendo de alcoolismo e depressão. O produtor Robin Black não tinha experiência com o estilo da banda e não conseguiu captar o som que eles queriam.

O resultado foi um disco cru, sujo e pesado, que contrastava com o som mais polido e melódico dos álbuns anteriores com Dio. Gillan usou um vocal mais agressivo e rasgado, diferente do seu estilo habitual. Iommi criou riffs poderosos e solos inspirados, mas a produção deixou a guitarra abafada e sem brilho. Butler e Ward formaram uma base sólida, mas sem muita criatividade. O disco também contou com a participação do tecladista Geoff Nicholls, que adicionou alguns efeitos atmosféricos e sinistros.

As músicas de Born Again variam entre o thrash metal acelerado de Trashed e Digital Bitch, o doom metal arrastado de Zero the Hero e Disturbing the Priest, a balada sombria que dá nome ao disco, e a faixa instrumental Stonehenge, que servia de introdução para o show da banda. O disco também tem algumas letras polêmicas, como a que fala sobre uma noite de sexo selvagem com uma groupie em Hot Line, ou a que ironiza a esposa de Iommi, que era chamada de Digital Bitch pelos outros membros da banda.

A capa do disco, que mostra um bebê com chifres e presas, foi outra fonte de controvérsia. A arte foi feita pelo designer Steve Joule, que se baseou em uma fotografia de um recém-nascido. Joule pintou o bebê de vermelho e adicionou os elementos demoníacos, criando uma imagem chocante e grotesca. A capa foi rejeitada pela banda, que a achou horrível e de mau gosto, mas o empresário Don Arden a aprovou sem consultar os músicos. A capa causou repulsa em muitos fãs e críticos, e foi censurada em alguns países.

O disco foi lançado em setembro de 1983 e teve um bom desempenho comercial, alcançando o quarto lugar nas paradas do Reino Unido e o 39º nos Estados Unidos. No entanto, as críticas foram mistas, e muitos consideraram o disco um fracasso artístico. A banda saiu em turnê para promover o disco, mas enfrentou vários problemas, como o som ruim, a falta de entrosamento, as brigas internas e o uso de drogas. Gillan também teve dificuldades para cantar as músicas antigas do Sabbath, que não combinavam com o seu timbre. A turnê terminou em março de 1984, e logo depois Gillan deixou a banda para se reunir com o Deep Purple.

Born Again é um disco que divide opiniões até hoje. Alguns o consideram uma obra-prima subestimada, que mostra o lado mais selvagem e experimental do Black Sabbath. Outros o consideram um desastre, que mancha a reputação da banda e de Gillan. O fato é que o disco é um registro único e curioso na história do heavy metal, que merece ser ouvido com atenção e respeito.

Leia mais: Black Sabbath
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1 Comentário

Alessandro Amadeu
Alessandro Amadeu 26/08/2024

Cara, dizer que a betria do Bill Ward é pouco criativa é um absurdo. Aliás é justamente a criativudade dos arranjos de bateria um dos pontos altos dos discos. Recomendo que ouça novamente.

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