Richie Faulkner, do Judas Priest, defende bandas que fazem turnê sem formação clássica

Luis Fernando Brod
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Luis Fernando Brod
Publicitário, redator e pesquisador musical com foco em classic rock, hard rock e bastidores da indústria fonográfica. Especialista com mais de 5 anos em resgatar a...
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Richie Faulkner. Crédito: S. Bollmann/Wikimedia Commons

Richie Faulkner, guitarrista do Judas Priest, defendeu recentemente a decisão de grandes bandas, como o Rush, de fazerem turnês sem suas formações clássicas completas. Em uma nova entrevista, ele argumentou que a escolha final deve ser dos músicos e do público.

Em conversa com o podcast Metal Forever Music Defenders Of Metal, Faulkner foi questionado sobre como se sente em relação a bandas de longa data que se apresentam sem todos os membros originais. “Acho que, contanto que os caras queiram fazer, eles deveriam fazer”, disse o guitarrista. Ele adicionou que o público “vota com o ingresso”, afirmando que se uma banda como o Rush se apresenta para milhares de pessoas, isso valida a decisão. “Mas se o Rush aparecesse e houvesse cinco pessoas lá, eles teriam um problema. Talvez as pessoas não queiram ver”, ponderou.

Faulkner continuou: “Posso citar outras bandas também. Se os caras querem fazer e as pessoas estão aparecendo aos milhares para ver, então por que não fazer? Se as pessoas não querem ir, então não vão. Simples assim. É o que eu diria.”

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O próprio Judas Priest tem uma formação que passou por mudanças ao longo dos anos. Atualmente, o vocalista Rob Halford e o baixista Ian Hill são os únicos membros da formação considerada “clássica” que permanecem na banda em turnê. Além deles, a formação inclui os guitarristas Richie Faulkner e Andy Sneap, e o baterista Scott Travis.

Ian Hill é o único membro original do Judas Priest, fundado em 1969. Halford entrou em 1973 e Glenn Tipton em 1974. Halford deixou o grupo no início dos anos 1990 e retornou em 2003. O guitarrista fundador K.K. Downing saiu em 2011, sendo substituído por Richie Faulkner. Downing deixou a banda alegando conflitos internos, má gestão e declínio na qualidade das performances.

Em dezembro de 2010, o Judas Priest anunciou que sua turnê “Epitaph” seria a última. No entanto, um ano após a saída de Downing e a entrada de Faulkner, Halford explicou que a banda “engrenou novamente”, e a turnê não foi a final. Glenn Tipton foi diagnosticado com Parkinson há mais de 15 anos e anunciou em 2018 que se afastaria das atividades de turnê para o álbum “Firepower”. Ele foi substituído por Andy Sneap, que também produziu “Firepower” e “Invincible Shield”. Scott Travis se juntou ao Judas Priest em 1989, fazendo sua estreia em “Painkiller”, de 1990, o último disco de Halford com a banda por mais de uma década antes de sua saída em 1992.

(Via: Blabbermouth)

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