Robben Ford lança seu 29º álbum de estúdio enfiado no groove e blues

Victor Persico
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Victor Persico
Jornalista, especialista em cultura pop, rock clássico e vertentes. Com um olhar analítico para a indústria contemporânea, acompanha de perto os novos lançamentos, resenhas de discos...
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Robben Ford - Two Shades Of Blue Foto; Reprodução

Robben Ford pode ser um nome que já passou por você e nem percebeu. A bagagem do guitarrista inclui nomes como Larry Carlton, A. J. Croce, Tommy Emmanuel, Little Feat, Barry Manilow, Michael McDonald e Charlie Musselwhite.

Achou pouco? Coloca aí também Bill Evans, Dizzy Gillespie, George Harrison, Rickie Lee Jones, L.A. Express, Miles Davis, Leon Russell e David Sanborn.

Além disso, Ford construiu uma discografia extensa que atravessa blues, rock, jazz e groove em alto nível técnico. Seu primeiro álbum, Schizophonic, mistura jazz fusion, blues e música latina. Com o tempo, influências viraram parceiros de estúdio, e ele se consolidou como referência. Curiosidade: em I Still Love You, do KISS, as guitarras são dele.

Agora, após anos de colaborações e dois anos desde Night In The City, o guitarrista retorna com Two Shades Of Blue. Em oito faixas, Robben Ford mergulha em um som que transita entre blues suave, jazz e funk.

O virtuosismo de Robben Ford rouba a cena, algo evidente no cover de Jealous Guy, de John Lennon, que ganha uma releitura com forte pegada blues. Já as faixas Make My Own Weather e Perfect Illusion, uma balada próxima do soft rock, chegaram antes como singles.

A presença dos metais ajuda a elevar cada faixa, contrastando com a voz emocional de Ford e sua guitarra sempre melódica. Um dos destaques é Black Night, de Charles Brown, lançada originalmente em 1951. Com arranjos que remetem a uma big band, a canção ganha nova leitura e soa atual, quase reinventada.

Um detalhe importante: o álbum inicialmente seria um tributo a Jeff Beck. A ideia acabou resultando em faixas como The Fire Flute, The Light Fandango, Feeling’s Mutual e a própria faixa-título.

No fim, com essa carga emocional dedicada a Jeff Beck e a fusão refinada de jazz, blues e funk, o disco se firma como um dos lançamentos mais consistentes de abril, talvez até do primeiro semestre de 2026.

Robben Ford é um gênio. E quem ainda não o conhece, está perdendo tempo.

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