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Ator Sam Neill, astro de “Jurassic Park”, morre aos 78 anos na Austrália

13 de julho de 2026 5 min de leitura
Sam Neil. Crédito: Fiona Goodall/Reprodução
Foto: Sam Neil. Crédito: Fiona Goodall/Reprodução

A família do ator neozelandês Sam Neill anunciou sua morte na manhã deste domingo (13), em Sydney, na Austrália. Aos 78 anos, ele estava livre do câncer no sangue contra o qual lutou publicamente nos últimos anos.

A notícia foi compartilhada nas redes sociais. Segundo a família, a morte foi “repentina e inesperada, mas abençoada pelo fato de Sam ter permanecido livre do câncer”. Em abril deste ano, o próprio ator havia anunciado que estava curado.

Neill construiu uma carreira de mais de cinco décadas e mais de 50 filmes. O papel que o marcou para sempre foi o do paleontólogo Dr. Alan Grant em “Jurassic Park” (1993), o blockbuster de Steven Spielberg que se tornou um dos maiores fenômenos do cinema.

Antes disso, ele já havia chamado atenção em papéis como o oficial de submarino em “A Caçada ao Outubro Vermelho” (1990) e o anticristo em “A Profecia III – O Conflito Final” (1981). Sua versatilidade o levou a contracenar com nomes como Holly Hunter em “O Piano” (1993) e Meryl Streep em “Um Grito no Escuro” (1988).

Nascido Nigel John Dermot Neill em Omagh, na Irlanda do Norte, ele se mudou para a Nova Zelândia aos sete anos, quando o pai se aposentou do Exército. Aos 11, trocou o nome para Sam. Em suas memórias “Did I ever tell you this?” (2023), explicou: “Chegar à escola primária com um sotaque afetado e o nome Nigel era pedir por problemas”.

A grande virada veio com o filme neozelandês de baixo orçamento “Sleeping Dogs” (1977). O trabalho chamou a atenção da indústria e abriu portas para produções australianas maiores. Mesmo com a fama internacional, ele nunca deixou de voltar à Nova Zelândia para atuar — e por lá foi especialmente amado pelo papel do rabugento Hector em “Hunt for the Wilderpeople” (2016), dirigido por Taika Waititi.

Neill foi indicado a três Globos de Ouro e dois Emmys. Em 2022, recebeu o título de cavaleiro por sua contribuição ao cinema, honraria que recusou por anos. “Atuar pode parecer fácil, mas na verdade é muito difícil. Se parece fácil, significa que o ator está fazendo algo muito difícil, e muito bem”, disse certa vez.

O ator passou grande parte dos últimos anos na Austrália e em seu vinhedo em Central Otago, na Nova Zelândia. Deixa dois filhos e duas filhas.

(Via: Infomoney)

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