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Spotify aposta em agentes de IA e diz que entretenimento não será terceirizado

5 min de leitura
Spotify.
Foto: Spotify. — Foto: Samuel Boivin/NurPhoto via Getty Images.
Resumo
  • ▪ O co-CEO Gustav Söderström diz que o Spotify tende a prosperar na era dos agentes de IA.
  • ▪ O Spotify já tem integração com ChatGPT e Muse, da Meta, mas mantém o controle da reprodução e dos dados.
  • ▪ As Mixing Tools têm quase 40 milhões de usuários Premium e "About the Song" se aproxima de 100 milhões.

O co-CEO do Spotify, Gustav Söderström, afirmou que os agentes de inteligência artificial podem favorecer o streaming de música. Para ele, as pessoas querem que a tecnologia cuide das tarefas do dia a dia para sobrar mais tempo para curtir entretenimento.

“O Spotify está em uma das poucas categorias que realmente tendem a prosperar na era dos agentes”, disse Söderström na teleconferência de resultados do terceiro trimestre, em 22 de outubro. “As pessoas adoram se livrar de tarefas chatas. Mas o entretenimento é o oposto. Ninguém pede a um agente para ‘resumir uma música’.”

Em vez de encarar os agentes de IA como ameaça, a empresa diz que está construindo o serviço para funcionar por meio deles. O Spotify já tem integração com plataformas como ChatGPT e Muse, da Meta. Assim, o usuário interage com o Spotify em interfaces externas, mas o streaming mantém o controle sobre a reprodução e as recomendações.

Söderström deu um exemplo de como isso pode mudar a criação de playlists. O ouvinte poderia pedir que o Spotify analise seu histórico desde 2008, identifique as músicas favoritas, ajuste os andamentos e as organize por tom e batidas por minuto, montando uma playlist de corrida no ritmo de quem corre.

O co-CEO ressaltou que o Spotify não vai entregar dados pessoais dos ouvintes a essas plataformas de terceiros. Os agentes externos podem pedir informações, mas é o Spotify que usa seus próprios dados para decidir o que tocar.

Os recursos de personalização já atraem usuários. Quase 40 milhões de assinantes Premium usavam as Mixing Tools, que permitem personalizar playlists, enquanto o recurso “About the Song”, com IA, se aproximava de 100 milhões de usuários, segundo a Reuters.

Autor

  • Marcelo Scherer

    Jornalista, editor-chefe e fundador do portal Disconecta. Aos 46 anos, respira o ecossistema musical cobrindo rock, indie e cultura alternativa. É uma voz ativa no resgate da cultura física como host do podcast e newsletter Papo de Colecionador, dedicado a LPs e CDs. Além de assinar resenhas críticas no site, expande o debate musical no comando dos programas Disconecta na Rádio na Fm Cultura 107,7 de Porto Alegre/RS e Pôr do Som na Sintonia Fm 94.7 de Torres/RS.

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