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Spotify nega acusações de Drake sobre manipulação de streams da música “Not Like Us”

Marcelo Scherer
Marcelo Scherer
20 de dezembro de 2024 5 min de leitura
Foto: Drake. Crédito: Karwai Tang/WireImage
Foto: Divulgação

O serviço de streaming Spotify refutou, em documentos legais, as acusações de Drake sobre uma possível manipulação de streams de “Not Like Us”, faixa de Kendrick Lamar.

As alegações incluem o uso de bots para inflar artificialmente os números de reprodução e favorecimento na recomendação da música, segundo informações divulgadas pela Billboard e confirmadas pela Pitchfork.

Em documentos apresentados na Suprema Corte de Nova York, na última sexta-feira (20), o Spotify classificou as acusações de Drake como “juridicamente infundadas” e defendeu que elas fossem rejeitadas. O artista afirmou que o streamer teria registrado 30 mil reproduções artificiais da faixa durante o lançamento inicial e recebido pagamentos não divulgados como parte de um esquema para beneficiar Lamar.

David Kaefer, funcionário do Spotify, afirmou em um documento complementar que a plataforma investe em ferramentas automáticas e revisões manuais para evitar manipulações de streamings. “Quando identificamos tentativas de manipulação, tomamos medidas como remover números de streaming, reter royalties e cobrar multas”, explicou Kaefer. Segundo ele, as reproduções confirmadas como artificiais também são retiradas dos cálculos de charts.

Em nota enviada ao Pitchfork, o Spotify ressaltou que não há incentivos econômicos para promover “Not Like Us” em detrimento das músicas de Drake.

O Spotify também criticou a abordagem legal utilizada por Drake, que optou por petições preliminares em Nova York e no Texas, em vez de processos formais. A equipe jurídica da empresa definiu o método como uma “tentativa de contornar os procedimentos judiciais normais”.

Embora a Universal Music Group (UMG) ainda não tenha se manifestado oficialmente nos tribunais, um porta-voz da gravadora rejeitou as acusações. “A ideia de que a UMG prejudicaria qualquer um de seus artistas é ofensiva e falsa. Utilizamos as práticas mais éticas em nossas campanhas de marketing e promoção”, afirmou a empresa, em resposta a uma petição anterior de Drake, no mês passado.

Representantes de Drake ainda não se pronunciaram sobre o caso. O debate reflete tensões entre artistas, gravadoras e plataformas de streaming em um mercado cada vez mais competitivo e digitalizado.

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