Taylor Swift registra voz e imagem para combater ameaças de IA

Luis Fernando Brod
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Luis Fernando Brod
Publicitário, redator e pesquisador musical com foco em classic rock, hard rock e bastidores da indústria fonográfica. Especialista com mais de 5 anos em resgatar a...
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Taylor Swift. Crédito: Mert Alas & Marcus Piggot.
Por que isso importa?

Para os fãs e para o público que acompanha a música, a iniciativa de Taylor Swift em registrar sua voz e imagem é um movimento importante. Em um cenário onde a inteligência artificial avança rapidamente, a proteção da identidade artística se torna crucial. Essa ação pode estabelecer um precedente legal para outros artistas, garantindo que sua obra e persona não sejam usadas indevidamente.


A cantora Taylor Swift entrou com pedidos de registro de sua voz e imagem para se proteger contra as crescentes ameaças da inteligência artificial (IA). A empresa da artista, TAS Rights Management, fez três solicitações junto ao Escritório de Patentes e Marcas dos EUA em 24 de abril, conforme reportado pela Variety.

Dois dos pedidos de registro se referem à sua voz, especificamente para as frases “Hey, it’s Taylor Swift” e “Hey, it’s Taylor”. O terceiro pedido é para uma marca visual, que descreve uma imagem de Swift “segurando uma guitarra rosa, com uma alça preta e usando um bodysuit iridescente multicolorido com botas prateadas. Ela está em um palco rosa em frente a um microfone multicolorido com luzes roxas ao fundo”.

A iniciativa de Swift segue um movimento similar do ator Matthew McConaughey, que teve sua frase “Alright, alright, alright” registrada em janeiro para combater deepfakes de IA. Curiosamente, McConaughey é investidor da ElevenLabs, empresa que lançou um ‘Iconic Voice Marketplace’ no ano passado, permitindo a replicação de vozes e imagens de atores que consentem.

Taylor Swift tem sido alvo de golpes de deepfake maliciosos nos últimos anos. Em 2024, imagens pornográficas falsas dela foram compartilhadas online. No mesmo ano, durante a campanha presidencial dos EUA, Donald Trump divulgou uma foto falsa gerada por IA que a mostrava o apoiando.

Este não é o primeiro embate de Swift com questões de registro de marca este ano. Em março, ela foi processada por Maren Wade, ex-participante do “America’s Got Talent”, por conta do título de seu álbum mais recente, “The Life of a Showgirl”. Wade alegou semelhança com sua própria marca, “Confessions of a Showgirl”, que cobre podcasts, shows ao vivo e TV. Para mais detalhes sobre este caso, confira: Taylor Swift processada por marca ‘The Life Of A Showgirl’.

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(Via: Far Out Magazine)

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