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The Halo Effect lança versão de “How the Gods Kill”, do Danzig

Luis Fernando Brod
Luis Fernando Brod
20 de junho de 2025 5 min de leitura
The Halo Effect. Foto: Markus Esselmark.
Foto: Divulgação

A banda sueca The Halo Effect apresentou nesta semana uma releitura da faixa “How the Gods Kill”, lançada originalmente por Danzig em 1992. A música integrou o terceiro álbum da banda de Glenn Danzig, disco que marcou seu flerte com o metal mais atmosférico.

A nova versão chega poucos meses após o lançamento do álbum “March of the Unheard”, divulgado pelo The Halo Effect em janeiro. O grupo reúne ex-integrantes do In Flames e tem mantido uma agenda consistente de gravações e lançamentos.

A escolha por homenagear Danzig tem relação direta com a trajetória de Mikael Stanne, vocalista do The Halo Effect. “Durante minha adolescência, a escuridão e o apelo dos primeiros discos do Danzig me abriram novas perspectivas”, afirmou Stanne. A declaração foi publicada no site Metal Injection, onde a faixa também foi disponibilizada em primeira mão. Segundo ele, os vocais e letras de Glenn Danzig influenciaram sua forma de compor e cantar.

A versão respeita a estrutura original da faixa, mas incorpora elementos modernos do death metal melódico sueco. As guitarras soam mais densas e os arranjos vocais são adaptados ao estilo de Stanne, conhecido pelo trabalho no Dark Tranquillity. A produção também segue o padrão dos últimos lançamentos da banda, com mixagem limpa e foco na dinâmica instrumental. Mesmo com a intensidade ampliada, a gravação mantém o clima sombrio da versão original.

“How the Gods Kill” foi lançada originalmente em julho de 1992 e marcou uma fase mais experimental da carreira de Glenn Danzig. Com produção de Rick Rubin e uma arte de capa assinada por H. R. Giger, o disco se afastava do hard rock direto dos álbuns anteriores. Para Stanne, foi um disco revelador: “Me mostrou que o metal podia ser introspectivo e ainda assim poderoso”, disse o cantor.


A nova versão reforça o diálogo entre gerações do metal, conectando influências dos anos 1990 à linguagem atual da banda sueca.

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