O The Strokes retornou ao palco principal do Coachella no sábado, encerrando seu show com uma forte declaração política. A banda exibiu um vídeo que denunciava diretamente a interferência dos Estados Unidos em governos estrangeiros.
Durante a performance da música “Oblivius”, de 2016, que contém a letra “De que lado você está?”, o telão mostrou uma montagem acusando a CIA de auxiliar e incitar a mudança forçada de regime no Chile, Bolívia e República Democrática do Congo. O vídeo concluiu com bombardeios em Gaza, realizados por Israel, e no Irã, pelos EUA.
A montagem citou líderes como o ex-primeiro-ministro iraniano Mohammed Mossadegh, o ex-presidente boliviano Juan Torres e o ex-presidente chileno Salvador Allende, exibindo suas fotos com legendas que acusavam a CIA de conspirar para derrubá-los. Em um momento, uma imagem de Martin Luther King Jr. apareceu com a legenda “Governo dos EUA considerado culpado de seu assassinato em julgamento civil”, referindo-se a um julgamento de 1999. Em 2000, o Departamento de Justiça reabriu o caso, mas afirmou não ter encontrado evidências de conspiração.
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O vídeo não foi exibido na primeira semana do festival. No entanto, o vocalista Julian Casablancas fez alguns comentários sobre o exército americano durante o primeiro show, perguntando à plateia: “Vocês estão animados com o alistamento? Ah, esperem, não o alistamento da NFL.”
Esta não foi a primeira vez que uma banda fez uma declaração política ligada a Gaza no Coachella. No ano passado, o trio de rap Kneecap acusou o festival de cortar uma mensagem pró-Palestina que exibiram durante seu show da transmissão ao vivo.
Após as apresentações no Coachella, o The Strokes seguirá com uma turnê ainda este ano, passando pela América do Norte, Japão e Europa. A banda também se prepara para lançar seu primeiro álbum em seis anos, “Reality Awaits”, previsto para 26 de junho. O single principal, “Going Shopping“, foi divulgado na semana passada.
(Via: Pitchfork)




