Voivod: Away compara álbum “Symphonique” a trilha sonora de ficção científica distópica
Resumo
- ▪ O álbum ao vivo "Symphonique" foi gravado em 4 de junho de 2025 com a Orquestra Sinfônica de Quebec.
- ▪ O baterista Michel "Away" Langevin descreve a sonoridade como uma trilha sonora para um filme de ficção científica distópico.
- ▪ A banda planeja um novo álbum de estúdio para 2027, influenciado pelas performances sinfônicas.
O Voivod lançou o álbum ao vivo “Symphonique”, gravado em 4 de junho de 2025 no Grand Théâtre em Quebec City, Canadá, ao lado da Orquestra Sinfônica de Quebec. O baterista e membro fundador Michel “Away” Langevin conversou com o Blabbermouth.net sobre a experiência, comparando a sonoridade do trabalho a uma trilha sonora de filme de ficção científica distópica.
“Symphonique” apresenta 12 músicas em 73 minutos, transformando o thrash progressivo do Voivod em uma experiência cinematográfica. O repertório mistura o novo e o antigo da banda, incluindo faixas como “The Unknown Knows”, “Nuclear War” e a versão de “Astronomy Domine” do Pink Floyd.
Away destacou a importância do guitarrista Daniel “Chewy” Mongrain, que se juntou à banda em 2008. Com sua formação musical em jazz, Mongrain abriu novos caminhos para o Voivod. “Ele é como uma arma secreta”, disse Away. “Ele ensina jazz em uma faculdade e tem muito conhecimento que nós não temos.”
Sobre a coordenação com a orquestra, Away explicou que as músicas foram escolhidas por seu estilo progressivo e com muitos movimentos. “Queríamos que o concerto fosse como uma jornada, quase como uma trilha sonora para um filme de ficção científica distópico”, comentou. Ele citou filmes como “Mad Max”, “Blade Runner” e “Planeta dos Macacos” como referências para o arranjador Hugo Bégin, que “entendeu imediatamente o que estávamos buscando”.
O baterista também revelou que a banda planeja um novo álbum de estúdio para 2027. “Acho que os concertos sinfônicos nos influenciaram na escrita do novo álbum”, disse Away. “Escrevemos um conceito para o álbum com Korgull, o Exterminador, voltando, e acho que, por causa dos concertos sinfônicos, pode soar mais como uma trilha sonora de filme distópico do que o esperado.” O novo trabalho terá oito capítulos em uma história e será conceitual, com músicas experimentais e thrashy, mas não muito longas.
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Ao ser questionado sobre inteligência artificial, Away, que desenha todas as artes da banda, expressou uma visão matizada. “É um tópico controverso, com certeza. Está avançando muito rápido, como semanalmente”, afirmou. Ele mencionou que alguns de seus personagens e paisagens foram animados com IA para os concertos, e que usa a tecnologia para auxiliar em aspectos técnicos de desenho, como perspectiva. No entanto, ele também levantou preocupações sobre o consumo de recursos e o uso da IA em armamentos de alta tecnologia. “É como se a ficção científica nos alcançasse, com certeza”, concluiu, e a temática pode influenciar as letras do próximo álbum. Os fãs podem conferir mais detalhes sobre a experiência do álbum “Symphonique”.
(Via: Blabbermouth.net)


