A mulher da capa do primeiro álbum do Black Sabbath lança mini ópera-rock
Resumo
- ▪ Louisa Livingstone, a modelo da capa do álbum de estreia do Black Sabbath, revelou sua identidade em 2020 após décadas de mistério.
- ▪ Ela lançou duas músicas, "Witch Woman" e "The Woman by the Mill", que fazem referência à sua ligação com a banda.
- ▪ Atualmente, Livingstone está focada em uma mini ópera-rock chamada "Alice", inspirada em Lewis Carroll e com influências de IA.
A identidade da mulher encapuzada na capa do álbum de estreia do Black Sabbath foi um mistério por meio século. Em 2020, um artigo da Rolling Stone revelou que a modelo era Louisa Livingstone, que também havia aparecido em trabalhos de arte para o Queen e outras bandas.
Antes da revelação, Livingstone passou 50 anos trabalhando como modelo, atriz e musicista, entre outras atividades criativas. Ela se mudou para a Europa continental, onde gravou música eletrônica sob o nome Indreba, um acrônimo para “Incredible Dream Band”.
“Às vezes ainda acho um pouco bizarro ser a ‘mulher bruxa’ do Black Sabbath, porque, é claro, eu também sou um monte de outras coisas… mas houve algumas interações muito legais com alguns fãs adoráveis do Black Sabbath online”, contou Livingstone por e-mail à Rolling Stone.
No início deste ano, ela lançou duas faixas do Indreba com foco no rock, “Witch Woman” e “The Woman by the Mill”, que fazem referência explícita ao seu vínculo com a fama no metal. Em “Witch Woman”, ela canta: “Apenas uma garota de capa em um dia frio de outono. Agora eu sou o rosto do heavy metal, abrindo caminho”. A música às vezes sugere um doom metal no estilo Sabbath e guitarras pesadas.
“The Woman by the Mill” menciona o Mapledurham Watermill, local onde o fotógrafo Keith Macmillan fez a imagem da capa. “Eles te chamaram de bruxa, eles te chamaram de fantasma”, canta. “Espírito assombrando a margem do rio, mas os anos passaram e a verdade veio à tona, uma jovem posando no orvalho da manhã”. Segundo ela, os fãs do Black Sabbath gostaram das músicas, o que foi gratificante, já que eram feitas para eles e dentro do gênero metal.
Leia Também:
- Três músicas de rock dos anos 70 que causam arrepios a cada audição
- Black Sabbath: Ozzy Osbourne chamou álbum de “nojento” em meio a crise criativa
Agora, Livingstone voltou seus interesses musicais para uma mini ópera-rock chamada “Alice”, baseada nos livros de “Alice no País das Maravilhas” (1865), de Lewis Carroll. A ideia surgiu ao discutir panpsiquismo com um chatbot de IA, levando ao conceito de se apaixonar por uma IA, mas percebendo que é uma ilusão. A obra de 23 minutos é dividida em cinco partes e começa com um tango rock, “Feed Your Head”, que atualiza “White Rabbit”, do Jefferson Airplane. O restante do EP, com sonoridade psych-rock, aborda temas como algoritmos e IA, terminando com “The Red Queen’s Wake-Up Call”.
Livingstone cresceu em um lar musical e hoje usa o Logic como estação de trabalho de áudio digital, focando em teclados. Ela tem experimentado com IA para clonar sua voz e criar diferentes formas musicais. “Eu costumava ser muito crítica em relação à IA, como muita gente, mas é uma ferramenta que você pode usar para criar desde lixo absoluto — ou ‘slop’, como chamam — até algo realmente bom e interessante”, afirma.
Ela começou a gravar como Indreba por volta de 2014, ao descobrir o potencial do computador como instrumento. Um músico que ela admira é Jordan Rudess, tecladista do Dream Theater, que criou aplicativos de iPad como instrumentos musicais. Os planos de Livingstone incluem explorar programas como Logic e Omnisphere, e ela espera apresentar “Alice” ao vivo em um teatro. “Pretendo continuar criando música agradável, que seja uma alegria de fazer de todas as maneiras possíveis”, diz, “e me livrar de qualquer coisa que tente me colocar em uma caixinha”.

Indreba – Alice
Feed Your Head
The Red Queen’s Wake-Up Call
(Via: Rolling Stone Brasil)


