Diretor criativo de Luísa Sonza defende show no Rock in Rio 2026
Resumo
- ▪ O diretor criativo Flávio Verne defendeu a performance de Luísa Sonza no Rock in Rio 2026, rebatendo críticas da imprensa.
- ▪ Ele argumentou que as críticas não foram imparciais e que houve falhas no som durante o show.
- ▪ Verne apontou que a mídia busca engajamento ao criticar artistas pop e relacionou o julgamento a questões de gênero e conservadorismo.
A apresentação de Luísa Sonza no Palco Mundo do Rock in Rio 2026, realizada nesta segunda-feira (7), gerou discussões. A expectativa da crítica especializada por um show mais focado na bossa nova não se concretizou, com a cantora mantendo o foco no pop dançante e dedicando apenas um bloco ao estilo com Roberto Menescal.
Após falhas no som em algumas faixas, como “Motinha 2.0”, e as críticas ao show, o diretor criativo da artista, Flávio Verne, manifestou-se publicamente. Ele defendeu o conceito do espetáculo e criticou a postura dos veículos de imprensa.
Em um desabafo nas redes sociais, Flávio Verne questionou a imparcialidade das críticas e afirmou que o desempenho de Luísa no Palco Mundo foi executado com excelência, conforme o planejamento. “Ela deu uma aula. Sinceramente, gabaritou tudo o que se propôs. Se os ‘críticos’ avaliassem imparcialmente a qualidade do show feito, pensando em setlist, cenário, figurinos, banda, voz, presença, ballet, iluminação, transmissão… essa seria a manchete: Luísa Sonza dá aula de como fazer um show pop”, disse.
O diretor também argumentou que há uma tendência de desvalorização do gênero pop por parte de veículos de comunicação em busca de cliques. Ele alegou falta de apuração detalhada sobre a estrutura e o repertório da apresentação. “Veículos de ‘notícia’ dependem de engajamento pra se manter ativos, e nada dá mais engajamento do que falar mal de uma cantora pop, porque eles sabem que o público delas vai aparecer, comentar, xingar e brigar. […] Falta pesquisa pra entender e conhecer o que está sendo proposto ali. Escrevem errado pra postar primeiro, mais rápido, garantir o primeiro post.”
Verne ainda relacionou o julgamento sobre a artista a questões estruturais de gênero e ao conservadorismo. “Infelizmente, década após década, vemos mulheres serem apedrejadas por serem donas da própria vida, da própria voz, da própria carreira, por falarem o que pensam, cantarem o que sentem e explorarem a sexualidade ou os amores delas. […] Se o conservadorismo, a ‘direita’ e o elitismo cultural torcem o nariz, estamos no caminho certo.”
Leia Também:
- 3 Bandas da Invasão Britânica dos Anos 70 Cujas Melodias Ainda Ecoam Décadas Depois
- 3 músicas de rock dos anos 80 que ficam ainda melhores com amigos
Um dos pontos altos do show foi o dueto com o músico Roberto Menescal. A cantora descreveu a apresentação como “o show mais importante da minha carreira”. O dueto incluiu as músicas “Chico” (na versão adaptada), “Um Pouco de Mim” (parceria de Luísa e Menescal), “Você” (clássico de Menescal e Ronaldo Bôscoli) e “Samba de Verão” (de Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle), que encerrou a sequência de bossa nova. O segmento de bossa nova reflete o projeto recente da cantora, o álbum “Bossa Sempre Nova”, lançado em janeiro deste ano, gravado com Roberto Menescal e Toquinho.
Luísa Sonza fazendo o bloco chiquíssimo do “Bossa Sempre Nova”, com Roberto Menescal, no Rock in Rio 2026. pic.twitter.com/ACPXc4xdkP— StagePop (@stagepopbr) September 7, 2026
https://x.com/stagepopbr/status/2097052342415749479

Luísa Sonza – Bossa Sempre Nova
Chico
Um Pouco de Mim
Você
Samba de Verão
(Via: Portal Popline)



