A história do Sepultura: De Belo Horizonte ao show de despedida
O Sepultura nasceu em 1984, em Belo Horizonte, quando os irmãos Max e Igor Cavalera formaram uma banda de metal extremo que se tornaria a banda brasileira de maior projeção internacional. Quatro décadas e 15 álbuns de estúdio depois, o grupo se despede dos palcos: o show final está marcado para 7 de novembro de 2026, em São Paulo. Esta é a história do Sepultura, da era Max Cavalera à era Derrick Green. Para a lista de integrantes, a discografia completa e a linha do tempo em tópicos, veja a página do artista Sepultura.
Os primeiros anos em Belo Horizonte (1984–1987)
O Sepultura foi formado em 1984 pelos irmãos Max Cavalera, na guitarra e depois nos vocais, e Igor Cavalera, na bateria. O baixista Paulo Jr. entrou ainda em 1984 e é hoje o integrante mais antigo da banda. A primeira formação teve o vocalista e guitarrista Wagner Lamounier, que saiu em 1985 e fundou o Sarcófago. O nome do grupo vem de uma música do Motörhead, segundo o site oficial da banda.
O primeiro álbum, Morbid Visions, saiu em 1986, com o guitarrista Jairo Guedz, que deixou a banda em 1986 ou 1987, dependendo da fonte. Em 1987, Andreas Kisser assumiu a guitarra solo e estreou em disco em Schizophrenia.
Roadrunner e o salto para o mundo (1989–1993)
Beneath the Remains (1989), o primeiro disco pela gravadora Roadrunner, projetou o Sepultura no metal extremo mundial. Arise (1991) veio na sequência, e o Disconecta lembrou os 35 anos do álbum em 2026. Chaos A.D. (1993) trouxe uma sonoridade mais groove.
Roots e a saída de Max Cavalera (1996)
Roots (1996) é tratado pela crítica como o auge comercial e criativo da fase com Max, e os 30 anos do disco também foram lembrados pelo Disconecta. No mesmo ano, Max Cavalera deixou a banda e formou o Soulfly. Em 1997, o norte-americano Derrick Green entrou como vocalista, e o primeiro disco com ele é Against, de 1998.
A era Derrick Green (1997–2026)
Com Green, o Sepultura gravou Against (1998), Nation (2001), Roorback (2003), Dante XXI (2006), A-Lex (2009), Kairos (2011), The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart (2013), Machine Messiah (2017) e Quadra (2020), o 15º e último álbum de estúdio.
Em junho de 2006, Igor Cavalera deixou a banda, citando incompatibilidade artística, e Jean Dolabella assumiu a bateria. Em 2011, Eloy Casagrande entrou no lugar de Dolabella e ficou até fevereiro de 2024. Depois dele, a bateria passou a ser de Greyson Nekrutman.
A turnê de despedida (2023–2026)
Em 8 de dezembro de 2023, o Sepultura anunciou a turnê de despedida Celebrating Life Through Death, pelos 40 anos de carreira. Eloy Casagrande avisou a banda em 6 de fevereiro de 2024, dias antes do primeiro ensaio, que estava saindo, e a saída foi anunciada em 27 de fevereiro. Greyson Nekrutman, ex-Suicidal Tendencies, foi apresentado como substituto e fez o primeiro show da turnê em 1º de março de 2024, na Arena Hall, em Belo Horizonte. Em 30 de abril, a Slipknot confirmou Casagrande como novo baterista.
Derrick Green comentou a saída “chocante” de Eloy e Nekrutman detalhou o desafio de entrar na banda numa turnê de despedida. Em outubro de 2025, Nekrutman tocou temporariamente no Trivium, e o Sepultura informou que ele voltaria em 2026 para retomar a turnê.
Em 2026, a banda lançou Beyond the Dream, em 31 de março, a primeira balada de sua história, coescrita por Sérgio Britto e Tony Bellotto, dos Titãs. Em 24 de abril saiu o EP The Cloud of Unknowing, pela Nuclear Blast, descrito pela imprensa como as últimas gravações de estúdio do grupo, e Andreas Kisser falou sobre o EP e sobre os planos depois da banda. A etapa final nos Estados Unidos foi de 29 de abril a 29 de maio.
Derrick Green explicou que o grupo quis encerrar num bom momento da carreira, com todos tocando bem e se dando bem. Kisser disse que não descarta shows futuros, mas que o importante é parar agora.
O show final, em São Paulo
O último show da carreira está marcado para 7 de novembro de 2026, em São Paulo. O local foi trocado em setembro: saiu a Mercado Livre Arena Pacaembu, de cerca de 26 mil lugares, e entrou o Suhai Music Hall, de pouco mais de 9 mil. Os ingressos já vendidos continuam válidos, com direito a reembolso. Krisiun, Sacred Reich e Metal Allegiance estão entre as atrações anunciadas. Uma reunião com Max e Igor Cavalera no palco não está confirmada.
Perguntas frequentes sobre o Sepultura
Quando e onde será o show final do Sepultura?
Em 7 de novembro de 2026, no Suhai Music Hall, em São Paulo, com Krisiun, Sacred Reich e Metal Allegiance. O local foi trocado em setembro, da Mercado Livre Arena Pacaembu para o Suhai Music Hall.
Por que o Sepultura vai acabar?
A banda anunciou em 8 de dezembro de 2023 a turnê de despedida Celebrating Life Through Death, pelos 40 anos de carreira. Derrick Green disse que o grupo quis parar num bom momento, em alta.
Por que os irmãos Cavalera saíram do Sepultura?
Max Cavalera deixou a banda em 1996, no ano do álbum Roots, e formou o Soulfly. Igor Cavalera saiu em 2006, citando incompatibilidade artística. Uma reunião no show final não está confirmada.
O que aconteceu com o primeiro vocalista do Sepultura?
Wagner Lamounier cantou na primeira formação, em 1984 e 1985. Depois saiu da banda e fundou o Sarcófago.
Atualizado em 10 de outubro de 2026. Fontes: Wikipédia (português e inglês) e reportagens da imprensa especializada.


