Por que isso importa?
Para os fãs do Sepultura e amantes do metal, as declarações de Andreas Kisser oferecem uma visão clara do futuro pós-banda. A transição para uma "nova fase" não é apenas o fim de um ciclo, mas o início de múltiplos projetos pessoais e sociais. É crucial observar como Kisser interliga sua arte com sua experiência de vida, transformando a turnê de despedida em um conceito mais profundo sobre aceitar a finitude.
Essa abordagem ressalta a maturidade artística e pessoal do guitarrista, mostrando que o legado do Sepultura se estenderá além dos palcos. Para o público que acompanha o artista, é a certeza de que Kisser continuará ativo, explorando novas vertentes musicais e causas importantes, mantendo sua relevância no cenário cultural.
O guitarrista do Sepultura, Andreas Kisser, compartilhou seus planos para o período pós-turnê de despedida da banda, “Celebrating Life Through Death”, em uma nova entrevista ao podcast Everblack da Austrália. Kisser detalhou uma série de projetos paralelos e reflexões pessoais que moldarão sua próxima fase.
Ele mencionou sua banda De La Tierra e um programa de rádio com seu filho em São Paulo, que já dura 14 anos. Além disso, Kisser tem outra banda com seu filho, Kisser Clan, onde tocam covers. Após o falecimento de sua esposa, ele iniciou um movimento no Brasil para estimular a discussão sobre a morte, um tema considerado tabu. “Podemos fazer mudanças, mudanças culturais, que podem tornar este processo um pouco mais fácil”, afirmou. Para mais detalhes sobre seus projetos futuros, veja Andreas Kisser planeja carreira pós-Sepultura na arte e música.
O conceito da turnê “Celebrating Life Through Death” está profundamente ligado à sua experiência pessoal, de respeitar a finitude e ver o morrer não como um castigo, mas como uma parte inevitável da vida. “Uma vez que você respeita o fim, você vai viver o seu presente com muito mais intensidade”, explicou Kisser. Ele também organiza um festival no Brasil em homenagem à sua esposa, Patricia, com fundos destinados a organizações que levam cuidados paliativos às favelas do Rio de Janeiro e São Paulo.
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Kisser não descarta novas ideias ou projetos musicais, citando a possibilidade de colaborar com outros músicos. Ele também planeja dedicar mais tempo ao estudo de violão clássico, buscando diferentes abordagens para a música. “A única coisa que tenho certeza é que será uma nova fase, e isso é suficiente”, concluiu.
No início do mês, Kisser conversou com o Metal OBS da França sobre o novo EP do Sepultura, “The Cloud Of Unknowing”, lançado em 24 de abril pela Nuclear Blast Records. A banda optou por lançar novas músicas durante a turnê de despedida para cumprir “últimos desejos”, como tocar no Lollapalooza Brasil pela primeira vez e ir à Islândia. O EP foi gravado espontaneamente no Criteria Studios, em Miami, com Greyson Nekrutman, que trouxe uma nova energia à banda. Nele, há quatro novas músicas, incluindo “The Place”, “Beyond The Dream” (com a colaboração de Sérgio Britto e Tony Bellotto do Titãs) e “Sacred Books”, sendo esta última composta durante as sessões de estúdio.
A turnê “Celebrating Life Through Death” do Sepultura começou em 1º de março de 2024, em Belo Horizonte, marcando a estreia de Nekrutman, ex-Suicidal Tendencies. A entrada de Greyson ocorreu após a saída de Eloy Casagrande em 27 de fevereiro de 2024, que se juntou ao Slipknot. A banda está gravando 40 músicas em 40 cidades para um álbum ao vivo que irá comemorar esta última fase. A etapa final norte-americana da turnê terá o apoio de Exodus, Biohazard e Tribal Gaze, começando em 29 de abril em Montclair, Nova Jersey, e terminando em 29 de maio em Los Angeles.
(Via: Blabbermouth.net)



