“Aftermath”, o quarto álbum de estúdio dos Rolling Stones no Reino Unido, lançado em 15 de abril de 1966, representou um ponto de virada crucial na carreira da banda. O disco, que chegou apenas sete meses após “Out of Our Heads”, destacou-se por ser o primeiro a apresentar exclusivamente composições de Mick Jagger e Keith Richards, marcando a transição do grupo de intérpretes para autores completos.
Gravado entre dezembro de 1965 e março de 1966, “Aftermath” foi o primeiro trabalho dos Stones a ser produzido integralmente nos Estados Unidos. Este período de gravação também viu o guitarrista Brian Jones expandir significativamente a sonoridade da banda, incorporando instrumentos incomuns para o rock da época, como dulcimer, marimba, sitar e koto. Essa experimentação levou o grupo a explorar além das raízes do blues e R&B, definindo uma identidade sonora própria.
Faixas como “Mother’s Little Helper”, “Lady Jane”, “Under My Thumb” e “Out of Time” exemplificaram essa nova direção, introduzindo uma atmosfera exótica e, por vezes, sombria. A edição americana do álbum, lançada em junho, incluiu o sucesso “Paint It, Black”, que alcançou o primeiro lugar nas paradas dos Estados Unidos e do Reino Unido.
O álbum foi um sucesso comercial, atingindo o topo das paradas no Reino Unido e a segunda posição nos Estados Unidos. “Aftermath” antecedeu outros álbuns importantes de 1966, como “Pet Sounds” dos Beach Boys e “Revolver” dos Beatles, consolidando-se como um marco na evolução do rock and roll e preparando o terreno para a contínua criatividade dos Rolling Stones em trabalhos posteriores como “Between the Buttons”, “Beggars Banquet” e “Let It Bleed”.



