Por que isso importa?
Para os fãs do Mastodon, a notícia do novo álbum finalizado é um alívio e uma expectativa. A saída e o falecimento de Brent Hinds, um pilar da banda, marcaram um período difícil. A chegada de Nick Johnston e a promessa de um disco emocionalmente carregado mostram a resiliência do grupo, que sempre soube transformar a dor em arte. O público que acompanha o artista pode esperar um trabalho profundo e pessoal, refletindo as provações recentes.
Brann Dailor, baterista do Mastodon, revelou que o nono álbum de estúdio da banda está finalizado e será lançado em breve. O músico também comentou sobre a saída e o falecimento do guitarrista Brent Hinds, a entrada de Nick Johnston e sua performance vocal em um tributo a Chris Cornell.
Desde 2009, com o lançamento de “Crack The Skye”, Dailor tem contribuído com vocais mais melódicos e limpos para o som do Mastodon, complementando os estilos de Troy Sanders e Brent Hinds. Recentemente, ele se aventurou em um cover de “Dead Wishes” de Chris Cornell para o KING ULTRAMEGA, um projeto tributo ao Soundgarden liderado por Mark Menghi, do Metal Allegiance.
Em entrevista ao Blabbermouth.net, Dailor expressou a intimidação de interpretar a música de Cornell, descrevendo-a como “bem fora da minha zona de conforto”. Ele explicou que a experiência permitiu que ele “esticasse suas asas vocais” sem a complexidade musical de sua banda principal. A performance vocal de Dailor em “Dead Wishes” foi dedicada à sua mãe, que faleceu há alguns meses e era uma grande fã de Chris Cornell e Soundgarden.
O ano de 2025 foi tumultuado para o Mastodon, marcado pela saída e pelo trágico falecimento de Brent Hinds em agosto. Os membros remanescentes – Dailor, Sanders e Bill Kelliher – recrutaram o virtuoso guitarrista canadense Nick Johnston para substituir Hinds. O novo álbum, que já está gravado, surge após um período de grande perda, incluindo a morte da mãe de Dailor, tema que também inspira o trabalho.
Leia Também:
- Brann Dailor confirma novo álbum do Mastodon está finalizado
- American Football detalha “LP4”, parceria com Turnstile e influência em novas gerações
Dailor afirmou que o novo disco foi “difícil de fazer” e que foi “um momento muito emocional para nós”. Ele adicionou: “Perdi minha mãe, passamos por toda essa turbulência com Brent, e então ele faleceu. Tem sido difícil. Está tudo na música, está tudo nas canções, e estou animado para lançá-lo e colocá-lo no mundo porque estamos sentados nele há um tempo.” O baterista já havia confirmado anteriormente que o álbum estava finalizado.
Sobre a entrada de Nick Johnston, Dailor elogiou o novo guitarrista: “Ele não está tentando ser Brent. Nunca haverá outro Brent, obviamente. Ele quebrou o molde, como dizem.” Dailor destacou que Johnston, com seu estilo “proggy” e “em um outro mundo de tocar guitarra”, se combina de forma interessante com Bill Kelliher. Ele também ressaltou a humildade de Johnston e sua dedicação em preservar a memória de Hinds, reproduzindo seus solos com a emoção original.
Dailor esclareceu que Brent Hinds não contribuiu com material para o novo álbum, pois “infelizmente, era difícil fazê-lo vir ao estúdio”. Ele descreveu Hinds como “um espírito livre” que preferia outras atividades a ensaiar. Apesar das dificuldades, Dailor enfatizou o amor e a camaradagem entre os membros, e como as adversidades uniram ainda mais ele, Troy e Bill.
O baterista concluiu falando sobre sua ética de trabalho: “Eu não quero decepcionar ninguém. Quero muito tocar bem para os fãs e dar a eles a melhor experiência que merecem. Também sou obcecado por ser criativo, e minha coisa favorita para ser criativo é com o Mastodon.”
(Via: Blabbermouth.net)



