Careless: Stephen Bishop e os 50 anos de seu primeiro álbum
Stephen Bishop é conhecido pelo seu hit On and On, clássico do soft rock, que chegou à 11ª colocação nas paradas dos EUA, permanecendo nela por 28 semanas. Nas paradas easy listening, alcançou a segunda colocação.
A faixa abre seu primeiro álbum, Careless, um dos melhores discos lançados na década de 1970, mais especificamente em 1976 e, ouso dizer, um dos grandes álbuns da história do soft rock.
Antes de seu lançamento, Stephen havia sido descoberto por Art Garfunkel, que faz backing vocal na faixa-título e em Every Minute. Ele também já havia escrito para Barbra Streisand e Four Tops. Com um elenco brilhante, o álbum é como um abraço quente, cheio de amor, em meio a lágrimas e desilusões.
Exatamente isso! Com influências de Harry Chapin e Janis Ian, ainda somos agraciados pelos slides de guitarra de Eric Clapton e pelo estrondoso e melodioso backing vocal de Chaka Khan.
On and On pode ser a mais conhecida, mas Careless nos entrega, em um prato de ouro, faixas que facilmente poderiam tocar no rádio. Sinking in an Ocean of Tears traz Ian Freebairn-Smith assinando os arranjos, enquanto Clapton aparece com seu slide ao lado de Jay Graydon.
A produção do álbum também é algo impressionante do início ao fim. A balada Never Letting Go e a bela One More Night entregam um trabalho brilhante, desde suas letras até os últimos detalhes e acordes.
Em Little Italy, temos mais um show à parte de Chaka Khan. Não há uma faixa em que ela tenha participado, seja com o Rufus, em carreira solo ou aparecendo no álbum de alguém, em que essa mulher não dê um toque magistral de brilhantismo. A delicadeza da faixa consegue se tornar um dos pontos altos do álbum, até maior que On and On. O sentimentalismo de Stephen Bishop + Chaka Khan é um casamento lindo, apesar do álbum focar em desmanches amorosos.
Em resumo, Careless é um maravilhoso álbum para ser ouvido em momentos de dor de cotovelo, de amor, de desilusão amorosa ou de reconciliação. O sentimento que Stephen Bishop entrega, com todo esse elenco, é o mais puro possível.
Em meio a turbulências amorosas, Stephen Bishop deixa as portas abertas para a amargura e faz com que nos identifiquemos e nos afeiçoemos a cada uma de suas decepções.
E posso afirmar que, a cada audição dessa joia, sua profundidade vai ficando maior.


