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Diretores de “Oasis: don’t look back in anger” detalham reencontro dos irmãos gallagher

5 min de leitura
Oasis. Os irmãos Liam e Noel Gallagher, do  (Reprodução / Instagram @disney)
Foto: Oasis. Os irmãos Liam e Noel Gallagher, do (Reprodução / Instagram @disney)

Resumo
  • Os diretores Will Lovelace e Dylan Southern revelaram detalhes sobre a filmagem do reencontro de Liam e Noel Gallagher, ocorrido após 16 anos.
  • A equipe manteve-se "invisível" durante os ensaios, e a emoção do reencontro veio com a reação do público aos shows.
  • Os irmãos trocam mensagens diariamente e há planos para lançar material extra do documentário, como um álbum ao vivo.

Will Lovelace e Dylan Southern, diretores do documentário “Oasis: don’t look back in anger”, concederam uma entrevista à NME após a ovação de oito minutos no Festival de Cinema de Veneza. Na conversa, eles abordaram o processo de filmagem do reencontro de Liam e Noel Gallagher, o primeiro em 16 anos, e deram detalhes sobre os bastidores da turnê e o que pode ser lançado futuramente.

Um dos pontos principais destacados foi a decisão de filmar os ensaios com o mínimo de interferência humana. Southern explicou que a equipe precisou ser “invisível”, posicionando as câmeras e se retirando do ambiente. Ele relatou que o primeiro dia de ensaio não teve grandes demonstrações emocionais; Liam simplesmente chegou, largou a mochila e perguntou “Certo, vamos lá?”. A banda então tocou um repertório de duas horas sem cerimônia. “Isso é o Oasis. Aquela coisa britânica de ‘vamos resolver isso’. A emoção veio depois, quando a reação do público os atingiu em cheio”, completou Southern.

O momento em que Liam pega a mão de Noel ao entrar no palco em Cardiff, no primeiro show da reunião, é um dos trechos mais comentados do documentário. Lovelace revelou que Noel não esperava o gesto, que foi “espontâneo” e uma “surpresa total” para ele. No filme, Noel confessa que chegou a pensar em pedir uma pausa para voltar ao camarim, pois subestimou o impacto emocional daquele instante.

O longa também mostra a aproximação gradual dos irmãos durante a turnê, algo que os diretores atribuem à força da música e ao carinho do público. Para Lovelace, a experiência nos estádios era única: “Era como ir a uma partida de futebol em que todo mundo torce pelo mesmo time — e todo mundo ganha”. Southern acrescentou que o Oasis “tem o hábito de aparecer na hora certa”, e o retorno da banda permitiu que as pessoas “liberassem alguma coisa”, criando um “algo especial”. Atualmente, os irmãos trocam mensagens e vídeos engraçados diariamente, conforme observado em Veneza.

Sobre a primeira entrevista conjunta dos irmãos em mais de 21 anos, Lovelace afirmou: “Dava para sentir que o relacionamento deles tinha se reconstituído de verdade. É exatamente como você imaginaria que eles seriam na frente das câmeras antigamente”. Southern não descartou a possibilidade de um álbum ao vivo ou um filme de concerto independente com o material não utilizado. “Há um embaraço de riquezas do que ficou de fora. Espero que as pessoas possam ver isso em algum momento”, disse. Lovelace complementou: “Filmamos ensaios por semanas e shows ao redor do mundo. Foi uma experiência incrível editar — decidir quais músicas usar e de quais apresentações”. “Oasis: don’t look back in anger” estreou nos cinemas IMAX em 10 de setembro, antes de chegar ao Disney+.

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(Via: Rolling Stone Brasil)

Leia mais: Oasis Rock
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