Por que isso importa?
Para os fãs do Iron Maiden, a história de Rasmus Stavnsborg é um testemunho da devoção que a banda inspira. Sua coleção, que cresceu para mais de 10 mil itens, não é apenas um acúmulo, mas um reflexo da cultura de colecionismo e da paixão que une o público ao Iron Maiden há décadas. O reconhecimento da própria banda e sua participação em documentários mostram como essa conexão vai além da música, tornando-se parte da história do rock.
O dinamarquês Rasmus Stavnsborg, de 53 anos, é o proprietário do que se acredita ser a maior coleção de memorabilia do Iron Maiden no mundo. Sua casa em Solrød, Dinamarca, abriga mais de 10 mil itens dedicados à banda britânica de heavy metal, espalhados por seis cômodos.
A paixão de Rasmus começou na infância, após visitar um Hard Rock Café, sonhando em criar sua própria versão, mas totalmente dedicada ao Iron Maiden. Atualmente, sua residência em Solrød Strand está repleta do chão ao teto com objetos, máquinas de fliperama, um bar caseiro temático do Iron Maiden, baterias, incensos e inúmeros outros itens, todos decorados com o mascote Eddie.
A coleção começou em um porão de 100 metros quadrados na antiga casa da família. Cerca de 12 anos atrás, o acervo cresceu tanto que Rasmus, sua parceira e filha se mudaram para Solrød Strand, onde a coleção se expandiu de 5 mil para mais de 10 mil itens.
Entre os objetos mais curiosos está uma bituca de cigarro que o ex-vocalista do Iron Maiden, Paul Di’Anno, fumou. Rasmus e amigos a pegaram após conhecerem o cantor em um bar anos atrás. “Ele perguntou o que diabos estávamos fazendo e para que usaríamos aquilo. Apenas dissemos que iríamos cloná-lo um dia, quando ele morresse, e então ele balançou a cabeça e disse que éramos uns idiotas estranhos”, Rasmus lembra, rindo. Paul Di’Anno faleceu em 2024.
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Para Rasmus, as histórias por trás dos itens são tão importantes quanto os próprios objetos. “Se eu quisesse apenas comprar coisas para cobrir o lugar com itens do Iron Maiden, seria a coisa mais fácil do mundo. Mas eu gosto que as coisas tenham uma história, seja pessoal ou conectada à banda”, afirma. Ele também insiste que a coleção deve ser vista, e não guardada em caixas. “Um caçador pendura animais mortos nas paredes. Eu penduro coisas do Iron Maiden nas paredes que cacei pelo mundo”, compara.
Rasmus já esteve em mais de 300 shows do Iron Maiden desde que viu a banda pela primeira vez em Copenhague, em 1988. Durante a turnê “A Matter of Life and Death” em 2006, sua dedicação foi reconhecida quando o Iron Maiden o presenteou com um “Super Fan Pass”, permitindo-lhe assistir a todos os shows da turnê gratuitamente. “Fiquei completamente feliz. É um reconhecimento incrível de uma banda”, disse ele.
Rasmus também aparece no novo documentário “Iron Maiden: Burning Ambition“, que estreou no início de maio. O filme explora a história da banda e a devoção dos fãs ao redor do mundo.
Sua família frequentemente o acompanha em suas viagens para shows na Europa e em outros lugares. Os planos para este ano incluem apresentações na Suécia, Dinamarca, Paris, Londres, Los Angeles, Peru e Equador, além de uma caminhada até Machu Picchu. “Nós experimentamos o mundo juntos, e isso nos aproxima como família”, conclui Rasmus.
Um novo vídeo tour da coleção de Rasmus pode ser visto no Sjaellandske Nyheder.
(Via: Blabbermouth)



