George Clinton processa Universal Music Group por royalties congelados

Luis Fernando Brod
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Luis Fernando Brod
Publicitário, redator e pesquisador musical com foco em classic rock, hard rock e bastidores da indústria fonográfica. Especialista com mais de 5 anos em resgatar a...
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George Clinton. Crédito: Reprodução Site Oficial
Por que isso importa?

Para os fãs de funk e soul, essa notícia é um lembrete agridoce da luta contínua de artistas por seus direitos e reconhecimento financeiro. George Clinton, uma figura central do Parliament Funkadelic, tem travado batalhas legais por anos para garantir que sua família receba o que é devido por sua obra. É uma situação que destaca a complexidade dos contratos musicais e a importância de proteger o trabalho criativo ao longo do tempo, mostrando que mesmo os grandes nomes enfrentam desafios.


George Clinton, líder do Parliament Funkadelic, iniciou um processo judicial milionário contra a Universal Music Group (UMG) por supostos royalties congelados. O artista alega que a gravadora reteve 100% de seus royalties nos últimos três anos e, por isso, está buscando uma indenização de 1.1 milhão de dólares.

Os detalhes da queixa, apresentada em um tribunal de Michigan em 15 de maio e acessada pela Music Business Worldwide, acusam a UMG de “quebra de contrato”. A gravadora teria retido royalties de 12 contas relacionadas a Clinton, referentes a músicas lançadas após 1969. A UMG justificaria a retenção devido a um “processo judicial de terceiros no qual a UMG não é parte”, aparentemente ligado a um caso histórico entre Clinton e o falecido tecladista do Parliament Funkadelic, Bernie Worrell.

Os documentos do processo afirmam que a UMG está retendo os valores com base em “um processo judicial de terceiros no qual a UMG não é parte, no qual a UMG não enfrenta nenhuma reivindicação, no qual a UMG não poderia incorrer em nenhuma responsabilidade, e no qual o terceiro já perdeu em julgamento sumário”. No que diz respeito a esse caso, após um longo processo, um juiz decidiu a favor de Clinton no final do ano passado, determinando que ele não precisava pagar royalties pelas músicas do Parliament Funkadelic ao espólio de Worrell.

Em março de 2025, Clinton também moveu uma ação separada contra seu ex-parceiro de negócios, Armen Boladian, por um total de 100 milhões de dólares. Ele acusou Boladian de lucrar fraudulentamente com sua música e busca reaver o dinheiro. Na época, Clinton declarou: “Essas músicas de que estamos falando são a minha história. Tenho que lutar por elas, tenho que garantir que não fiz tudo isso a vida toda para que minha família não receba o que lhes é devido, o que eles herdam”.

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Esta é a mais recente das batalhas legais de Clinton com Boladian, que se arrastam desde 2001. O advogado de Boladian, Richard Busch, respondeu: “Ele perdeu todas as vezes, inclusive no mesmo tribunal em que apresentou esta última ação”. Busch acrescentou que buscarão o arquivamento do processo e sanções. A UMG ainda não se pronunciou sobre a nova ação de Clinton.

(Via: Far Out Magazine)

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