O novo documentário “Billy Idol Should Be Dead” explora a juventude e a ascensão à fama do cantor Billy Idol, marcada por um estilo de vida hedonista em Nova York durante os anos 80. O filme e uma entrevista recente ao The Times revelam detalhes sobre sua carreira e os excessos da época.
Billy Idol iniciou sua trajetória musical na Inglaterra com a banda Generation X, que alcançou sucesso moderado antes de se separar em 1981. Sua carreira solo decolou após a mudança para Nova York, com o apoio do guitarrista Steve Stevens e a orientação do empresário Bill Aucoin. Aucoin o incentivou a se reinventar como uma figura pop-punk-New Wave, ideal para a MTV.
Idol, hoje com 70 anos, lembra que Nova York era um lugar “pós-apocalíptico” naqueles anos, onde “tudo era permitido”. A cidade, então em crise financeira, oferecia um ambiente de pouca fiscalização policial, diferente da Inglaterra.
Seu primeiro álbum solo, Billy Idol (1982), vendeu meio milhão de cópias nos Estados Unidos e lançou os sucessos Hot In The City e White Wedding. O segundo álbum, Rebel Yell (1983), teve um sucesso ainda maior, vendendo dois milhões de cópias apenas nos EUA. Esse período de sucesso também coincidiu com o desenvolvimento de um vício em cocaína e um comportamento que ele descreve como “maníaco sexual”. Em uma das passagens do documentário, ele afirma: “Eu só quero ser transado até a morte”.
O cantor comenta que a “liberdade sexual dos anos sessenta ainda estava presente”. Ele acrescenta que, embora tivessem ouvido falar da Aids, a doença só se tornou uma preocupação generalizada após o diagnóstico de Magic Johnson em 1991. Antes disso, era vista como algo daquela geração, vivida com diversão e sem limites.
Em 1984, Idol quase morreu de overdose de heroína em Londres. Ao retornar aos EUA, tentou largar a heroína fumando crack. Uma das noites mais memoráveis da época inclui um encontro com David Bowie, quando Idol estava coberto de vômito.



