Lizzo critica algoritmos “racistas” e “gordofóbicos” por prejudicarem a indústria da música

Marcelo Scherer
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Marcelo Scherer
Jornalista, editor-chefe e fundador do portal Disconecta. Aos 46 anos, respira o ecossistema musical cobrindo rock, indie e cultura alternativa. É uma voz ativa no resgate...
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Lizzo. at DGA Theater Complex on May 13, 2026 in Los Angeles, California. (by Brianna Bryson/WireImage)
Por que isso importa?

Para os fãs e para quem acompanha a indústria musical, a fala de Lizzo aponta para um problema real na era digital. A forma como as plataformas entregam conteúdo pode sabotar o lançamento de um trabalho, mesmo para artistas renomados. Isso mostra como a visibilidade de um álbum não depende apenas da qualidade, mas também de fatores externos e muitas vezes discriminatórios, afetando a conexão entre artistas e público.


Lizzo fez duras críticas aos algoritmos “racistas” e “gordofóbicos”, acusando-os de “destruir a indústria da música” e atrapalhar a divulgação de seu novo álbum. A cantora se prepara para lançar seu terceiro disco de estúdio, intitulado “Bitch”, em 5 de junho, e já liberou a faixa-título, que inclui um sample de Meredith Brooks, além de “Don’t Make Me Love U”.

Em um vídeo publicado no TikTok na terça-feira (12 de maio), Lizzo detalhou os problemas que encontrou com as mudanças nos algoritmos das redes sociais, que tornaram a promoção do álbum mais desafiadora.

“A forma como as redes sociais funcionam hoje, baseada em algoritmos, está destruindo a indústria da música”, explicou. “Se o seu algoritmo está te mostrando as coisas fora da ordem em que elas estão acontecendo, o público em geral não tem ideia de quando a música realmente será lançada.”

Ela continuou: “Antigamente, talvez até cinco anos atrás, recebíamos as coisas cronologicamente. O marketing musical depende muito das redes sociais, mas agora, desde que o algoritmo começou a nos mostrar as coisas fora de ordem, não há realmente como promover um álbum com sucesso para que todos saibam que ele está chegando.”

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Lizzo acrescentou que, mesmo como artista, os algoritmos a deixaram desinformada sobre novos lançamentos de outros artistas que ela admira. “Onde isso me atinge é que tenho uma página privada com mais de 280 mil pessoas que me seguem porque me apoiam, porque me amam. Mas mesmo quando posto nessa página, não estou atingindo o algoritmo deles”, desabafou. A publicação no TikTok foi legendada com: “Não me faça começar a falar sobre como o algoritmo é racista e gordofóbico”.

“Bitch” será o primeiro disco de Lizzo desde “Special”, lançado em 2022. A resenha de quatro estrelas da NME sobre “Special” afirmava: “Talvez, inevitavelmente, dada a mensagem esmagadoramente positiva de Lizzo, ‘Special’ seja às vezes um pouco ‘brega’. Ainda assim, é ‘brega’ de uma forma que você não vai querer resistir.” O crítico Nick Levine concluiu: “Lizzo sabe exatamente quem ela é como artista e o que quer alcançar: ela é a ‘bad bitch’ com um talento incrível para fazer as pessoas se sentirem bem.”

No mês passado, a cantora de “Good As Hell” revelou ter prometido permanecer virgem até ganhar um Grammy, e que perdeu a virgindade em 2020, quando conquistou três prêmios. Ela também compartilhou que não teve seu “primeiro beijo” até os 21 anos.

Além disso, Lizzo prometeu continuar lutando contra o processo movido por três de suas ex-dançarinas, alegando que “a verdade é menos sensacionalista do que as manchetes”. Ela é acusada de assédio sexual e de criar um ambiente de trabalho hostil, o que ela nega.

@lizzo

Don’t get me started on how the algorithm is racist & fat phobic 😏

♬ original sound – lizzo

(Via: NME)

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