“A gente decidiu não convidar nenhum dos ex”: Tony Bellotto detalha turnê de 40 anos do ‘Cabeça Dinossauro’

Marcelo Scherer
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Marcelo Scherer
Jornalista, editor-chefe e fundador do portal Disconecta. Aos 46 anos, respira o ecossistema musical cobrindo rock, indie e cultura alternativa. É uma voz ativa no resgate...
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Titãs. Crédito: Divulgação.

Em uma recente entrevista ao apresentador Gastão Moreira, no canal do YouTube “KazaGastão”, o guitarrista Tony Bellotto revelou os detalhes da aguardada turnê comemorativa de quatro décadas do lendário álbum “Cabeça Dinossauro”.

A proposta da banda é oferecer aos fãs uma verdadeira experiência imersiva na sonoridade visceral que marcou o rock brasileiro na década de 1980. “Então, a gente tá fazendo uma coisa muito bem pensada, assim em termos de luz, cenografia, para que não seja só um show comemorativo, mas uma experiência mesmo do que esse disco significa para nós, pro rock brasileiro, para as novas gerações entenderem um pouco da força desse disco!”, declarou Bellotto.

Refletindo sobre a importância e a longevidade da obra, “A gente não podia deixar passar em branco essa efeméride. Mas eu levo um susto também quando eu penso que são 40 anos! 40 anos é muito tempo! E o disco é tão fresco ainda na nossa memória, é um disco tão importante na nossa carreira e a gente achou que valia a pena, não só pelo que ele significa, mas pelo que ele continua a significar”.

Bellotto ainda destacou como a mensagem e a sonoridade da banda resistiram perfeitamente ao tempo. “Eu acho que um dos maiores ganhos assim desse disco é que ele não ficou datado, né? Ele é um disco que permanece atual, não só pelos temas, mas pela estética também, pelo jeito que ele foi gravado”, afirmou o músico.

O espetáculo será estruturado em dois momentos distintos, contando com um projeto cenográfico e de iluminação pensado especificamente para evidenciar a força do álbum. Na primeira parte, o grupo executará o “Cabeça Dinossauro” na íntegra e na ordem original, “lado A e lado B direto, sem muita conversa”. A segunda parte do show será focada no repertório de músicas mais “ácidas” e pesadas da carreira dos Titãs, deixando de fora propositalmente grandes baladas de sucesso, como “Epitáfio” e “Pra Dizer Adeus”.

A intenção do grupo é resgatar a energia crua do estilo: “A ideia é esse show do Cabeça ser um show de rock pesado mesmo […] a gente quis fazer um show de rock para mostrar que é possível ser uma banda de rock no mundo de hoje, no Brasil de hoje”, declarou Tony.

Para reproduzir fielmente as densas camadas sonoras da gravação de estúdio original, a banda tomou decisões artísticas bastante rigorosas. Bellotto confirmou que a turnê não terá participações de convidados especiais ou ex-integrantes, para não tirar o foco do material. A formação atual — com Tony, Sérgio Britto, Branco Mello, acompanhados por Mário Fabre (bateria) e Beto Lee (guitarra) — ganhará o reforço de Alexandre Orio, que assumirá uma terceira guitarra no palco.

“No disco tem muitas guitarras que foram gravadas dobradas, né, para ter aquele peso que tem […] então a gente falou: ‘Cara, vamos reproduzir o disco do jeito que ele foi’. Então a gente vai fazer com três guitarras, eu acho que isso vai soar bem pesado”, explicou o guitarrista, garantindo um prato cheio para os amantes do rock and roll.

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