Em entrevista à rádio argentina UnDinamo – La Última Radio De Rock, o guitarrista do Iron Maiden Adrian Smith rejeitou o uso de inteligência artificial para compor, argumentando que o processo humano “é parte da diversão e da conquista”.
Questionado sobre a ferramenta, Smith afirmou (com transcrição da Blabbermouth): “Não gosto. As pessoas querem mais recompensa com menos esforço”. Para ele, receber uma canção pronta elimina a satisfação de desenvolvê-la passo a passo.
O músico citou a parceria SMITH/KOTZEN, com Richie Kotzen, como exemplo de trabalho “orgânico”, baseado em duas guitarras, vozes e poucas sobregravações. Segundo Smith, a intenção é manter “a sensação humana” das gravações.
Ele ainda ironizou grupos que dependem de faixas de apoio ao vivo e chegam a cancelar shows por perderem o laptop. “A IA me dá arrepios”, declarou.
Sobre o efeito na nova geração, o britânico disse que o streaming e a produção caseira baratearam tudo, dificultando que bandas jovens ganhem dinheiro. “Antes você precisava economizar para pagar uma hora de estúdio; agora qualquer um faz um álbum no computador”, observou. Smith reconheceu que o Iron Maiden se sustenta com turnês, mas lamentou que o mercado fonográfico esteja “morrendo”.
Conhecido como um dos principais guitarristas do Maiden, Smith lançou em abril de 2025 “Black Light/White Noise”, segundo álbum do projeto SMITH/KOTZEN, gravado em Los Angeles e mixado por Jay Ruston.



