Arquivos de Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça trazem milhares de e-mails, convites e recibos que, por razões variadas, mencionam nomes de peso do rock, sem que haja qualquer acusação contra eles.
Mick Jagger é o mais recorrente. Há fotos do vocalista dos Rolling Stones ao lado de Bill Clinton e de Ghislaine Maxwell, além de um recibo da FedEx confirmando o envio de um pacote para sua casa no Reino Unido. Diversos e-mails da publicista Peggy Siegal relatam encontros com Jagger em Cannes, em festas a bordo do iate de Paul Allen e em eventos beneficentes.
Os Beatles e Paul McCartney aparecem em trocas de mensagens que variam de piadas sobre a música “When I’m Sixty-Four” a discussões sobre compra de direitos autorais. Epstein comprou dez ingressos para um show beneficente de McCartney em Nova York, em 2015, distribuindo parte deles à equipe.
Bono surge nas correspondências devido à ONE Campaign e a outros projetos filantrópicos ligados a Bill Gates. Também há referências ao musical “Spider-Man: Turn Off the Dark”, coescrito pelo cantor, e relatos de reuniões na França e no Fórum Econômico Mundial de Davos.
Bruce Springsteen é citado em convites enviados por Siegal, que organizava jantares e homenagens nas quais o artista era atração surpresa. Epstein ainda comenta ter assistido a Springsteen, Rolling Stones, The Who e Billy Joel no concerto beneficente 12-12-12.
Menções a Freddie Mercury, David Bowie, Janis Joplin, Creedence Clearwater Revival, Elton John, Elvis Presley, Kurt Cobain e Courtney Love aparecem, em geral, em press-releases, bios ou listas de convidados. Especialistas ressaltam que constar nos documentos não implica culpa: trata-se apenas do reflexo da ampla rede social de Jeffrey Epstein.



