Ao receber o prêmio de Canção do Ano, Billie Eilish condenou a atuação da ICE e declarou que “ninguém é ilegal em terra roubada”, instando artistas e público a manterem protestos contra a agência migratória dos Estados Unidos.
Na arena de Los Angeles, a cantora subiu ao palco ao lado do irmão e parceiro musical, Finneas, ambos exibindo broches “ICE out”. A compositora Carole King, responsável por anunciar o vencedor, também usava o mesmo símbolo.
Eilish admitiu sentir esperança por estar na cerimônia, mas ressaltou a dificuldade de “saber o que dizer e fazer neste momento”. Em seguida, reforçou: “Precisamos continuar falando e protestando. Nossas vozes importam.” Parte de sua fala foi censurada pela CBS quando ela utilizou palavrões, procedimento adotado durante outras participações da noite.
O posicionamento da artista acompanha publicações recentes em suas redes, nas quais criticou a inação de celebridades após a morte de Alex Pretti em Minneapolis. A contestação ao controle migratório ganhou força quando Bad Bunny, ao aceitar o troféu de Melhor Álbum de Música Urbana, bradou “ICE out” e recebeu aplausos de pé. O porto-riquenho afirmou: “Não somos selvagens nem alienígenas, somos americanos” e defendeu que o amor é mais forte que o ódio.
A temática voltou ao palco quando Olivia Dean, eleita Artista Revelação, exaltou a contribuição dos imigrantes para a cultura norte-americana, reforçando a tônica política que permeou a premiação deste ano.




