Billy Corgan e Courtney Love reencontraram-se no podcast The Magnificent Others e voltaram a falar abertamente sobre antigas tensões com Kim Gordon, ex-Sonic Youth, descrita por ambos como “gatekeeper” da cena indie dos anos 90.
Gravada em 1º de abril e com duração de quase duas horas, a conversa relembrou a época em que o Smashing Pumpkins despontava com “Siamese Dream” (1993) e o Hole preparava “Celebrity Skin” (1998), disco que traz créditos de composição para Corgan. Love, que namorou o guitarrista em 1991, afirmou que Gordon “foi realmente horrível nos anos 90”, citando um encontro na Holanda em que se sentiu hostilizada. Corgan concordou, dizendo ter sido tratado com desdém quando tentou cumprimentar a banda.
O apresentador mencionou “a maldade perniciosa” do circuito alternativo da época. Love respondeu que hoje é amiga de Thurston Moore, mas reforçou que “o problema nunca foi ele, e sim sua parceira”. Ela ainda relembrou a competitividade imposta às mulheres no rock: “Havia espaço para apenas uma. Era Bangles contra Go-Go’s de novo”.
Durante o episódio, Corgan recordou que participou recentemente de um leilão beneficente pelos manuscritos de “Violet”. Ele comprou três bilhetes e disse querer as letras “para pendurar na parede”, apontando que a canção remete “a um sujeito que conheço bem”.
O podcast já havia recebido a ex-baixista Melissa Auf der Maur, que defendeu a autoria de Love em “Live Through This” diante de rumores de influência excessiva de Kurt Cobain. Corgan, por sua vez, reiterou que o líder do Nirvana contribuiu apenas “com um refrão”.
A nova troca de farpas mantém viva uma rivalidade que atravessa décadas e ajuda a explicar as divisões internas do rock alternativo dos anos 90.



