Billy Idol, ícone do rock dos anos 80, revelou detalhes sobre uma overdose que quase o matou durante sua participação no podcast Club Random, apresentado por Bill Maher. O episódio ocorreu em 1983, pouco após o lançamento do álbum Rebel Yell, quando o cantor retornou a Londres para se apresentar no programa Top of the Pops.
Idol contou que foi recebido no aeroporto por amigos que traziam heroína. Já no hotel, todos consumiram a droga, mas apenas ele e outro colega permaneceram acordados, aumentando as doses. O músico, que preferia aspirar a substância, explicou que evitava agulhas por influência de sua mãe, que era enfermeira.
O cantor foi o último a perder a consciência. Quando os amigos despertaram, perceberam que ele estava com a pele azulada, indicando uma parada respiratória iminente. “Se você está morrendo, começa a ficar azul”, relatou. Idol foi reanimado com água fria na banheira e sobreviveu ao incidente.
Hoje, vivendo sóbrio na Califórnia, Idol admitiu que abandonar a heroína foi um processo doloroso. Para conseguir, ele recorreu ao uso de crack, que, segundo ele, o ajudou a superar o vício. “Funcionou”, declarou, embora tenha abandonado definitivamente os entorpecentes devido à dificuldade de abstinência.
Atualmente indicado à turma de 2026 do Rock & Roll Hall of Fame, Billy Idol lança o documentário Billy Idol Should Be Dead. A produção explora episódios marcantes de sua vida, incluindo a overdose que quase encerrou sua carreira.



