Billy Sheehan avaliou que a revolução digital criou “grandes oportunidades” para quem faz música, durante entrevista ao canal The Raw Vibe, em março de 2026.
O baixista explicou que o modelo clássico, baseado em contratos com gravadoras e gravações caras em estúdios, praticamente desapareceu. Segundo ele, no passado um simples demo podia custar até 50 mil dólares, valor que depois virava dívida com a própria gravadora. Hoje, a combinação de internet e softwares acessíveis permite gravar um álbum completo em casa e disponibilizá-lo mundialmente com poucos cliques.
Sheehan citou plug-ins que emulam equipamentos de estúdios milionários, destacando que consegue produzir faixas profissionais em seu home studio sem investir fortunas. Plataformas como DistroKid e Spotify, lembrou, “colocam qualquer artista a um passo do público global”.
O músico contou ainda que recebe pedidos de colaboração de diversos países. Durante a pandemia, gravou mais de 600 linhas de baixo remotamente; nas duas semanas anteriores à entrevista, entregou outras 20. Ele cobra um valor “nominal”, contrata um engenheiro particular e devolve ao cliente uma faixa em padrão profissional, atendendo de country a death metal.
Reconhecido por passagens por David Lee Roth, Mr. Big, The Winery Dogs, Talas e Sons of Apollo, Sheehan concluiu que, apesar das mudanças, “as portas estão abertas para quem quiser trabalhar”.



