Black Stone Cherry debate limites da IA na criação musical

Luis Fernando Brod
2 minutos de leitura
Black Stone Cherry. Crédito: C. Jimmy Fontaine.

Black Stone Cherry mantém a posição de que a inteligência artificial veio para ficar, mas precisa de limites claros, afirmou o vocalista e guitarrista Chris Robertson em entrevista à Primordial Radio.

Questionado sobre a possível “descartabilidade” da arte diante de ouvintes com atenção reduzida, Robertson disse não se preocupar “enquanto os shows continuarem existindo”. Para ele, a conexão presencial entre público e banda é algo que nenhuma tecnologia consegue substituir. “Você pode conversar com o ChatGPT o dia todo, mas ele não vai te abraçar”, resumiu.

O músico reconhece utilidade na IA para gerar ideias visuais rápidas, mas rejeita seu emprego como criadora de obras completas. “Digitar um comando não é o mesmo que criar a peça”, observou, defendendo uso moderado da ferramenta.

Em novembro de 2024, o guitarrista Ben Wells já havia manifestado opinião parecida ao programa “Louder With Ore B” da TotalRock. Ele avaliou que a IA pode facilitar processos, porém ameaça postos de trabalho, como o de técnicos de mixagem, se usada sem critério. “Enquanto houver gente colocando caneta no papel e subindo ao palco, isso será o mais importante”, disse.

A banda, originária do Kentucky, prepara o EP “Celebrate” para lançamento digital em 6 de março de 2026 pela Mascot Records. Entre discussões sobre tecnologia e a proximidade de novo material, o grupo reforça a mesma mensagem: músicas ganham sentido pleno quando compartilhadas ao vivo, com pessoas reais em ambos os lados do palco.

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