O baixista e letrista de 75 anos, Bob Daisley, afirmou em entrevista ao podcast Loaded Radio (via Metal Injection) que não foi convidado para o concerto de despedida de Ozzy Osbourne, marcado para julho de 2025 em Birmingham, nem citado durante a apresentação.
Daisley, peça-chave nos primeiros discos solo do vocalista, explicou que sequer poderia comparecer por ainda não conseguir voar após contrair COVID-19. “Mesmo assim, um simples reconhecimento teria sido justo. Milhares cantaram minhas letras e meu nome nem foi mencionado”, disse.
A exclusão não se limitou ao palco. Segundo o músico, o mesmo ocorreu na cerimônia de 2024 que colocou Ozzy no Rock & Roll Hall of Fame. “Muita gente protestou nas redes. Comentaram: ‘Ele escreveu todas as suas letras e não recebe um agradecimento?’”, relatou.
Questionado sobre a relação com o ex-chefe, Daisley a definiu como “complexa e cheia de camadas”. Ele lembrou ter sido dispensado logo após gravar “Diary of a Madman” (1981), retornar para projetos posteriores e registrar “Bark at the Moon” (1983) com Jake E. Lee. O último contato com Sharon Osbourne ocorreu em 2001, durante processos judiciais por créditos e royalties.
Apesar dos atritos, o baixista não descarta diálogo. “Não guardo rancor. Se houver algo a conversar, estou aberto”, afirmou, reforçando que não deseja ver ninguém passar dificuldades.



