Bruce Springsteen autorizou o uso de “Born in the U.S.A.” para embalar um novo vídeo que condena as ações da Agência de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE).
A produção combina imagens recentes do cantor protestando em Minneapolis com registros de moradores detidos pela ICE nos últimos meses. O clipe destaca a morte de Renee Good, cidadã norte-americana baleada pelo agente Jonathan Ross em 7 de janeiro, e inclui a fala de Springsteen em que ele acusa o órgão de “retirar residentes das ruas do país sem o devido processo”.
Segundo o jornal Asbury Park Press, o artista liberou trechos do videoclipe original, cenas de shows e narrações feitas durante performances em que criticou a política migratória do ex-presidente Donald Trump. Na mesma linha, Springsteen estreou ao vivo a canção de protesto “Streets of Minneapolis” em um show beneficente organizado por Tom Morello, do Rage Against the Machine. O evento buscou solidariedade após as mortes de Good e de Alex Pretti, também cidadão norte-americano, atingido por dez disparos de um agente da ICE em 24 de janeiro.
A Casa Branca reagiu. Em nota ao The Hollywood Reporter, a porta-voz Abigail Jackson classificou a música como “irrelevante” e afirmou que o governo se concentrava em remover “criminosos estrangeiros perigosos”, não em “canções com opiniões imprecisas”.
Além de Springsteen, artistas como Billie Eilish, Green Day e Neil Young manifestaram apoio às críticas contra a agência de imigração.



