Bruce Springsteen critica administração Trump na abertura de turnê em Minneapolis

Marcelo Scherer
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Marcelo Scherer
Jornalista, editor-chefe e fundador do portal Disconecta. Aos 46 anos, respira o ecossistema musical cobrindo rock, indie e cultura alternativa. É uma voz ativa no resgate...
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Bruce Springsteen. Crédito: Kevin Manzur/ Getty Images.

Bruce Springsteen e a E Street Band abriram a turnê Land of Hope and Dreams de 2026 no Target Center, em Minneapolis, com um discurso direto contra a administração Trump. O show ocorreu na noite de estreia e incluiu críticas à corrupção e à política migratória, seguido de clássicos como “War” e “Born in the U.S.A.”.

Springsteen entrou no palco na escuridão e falou à plateia lotada. “A América que amo, que tem sido um farol de esperança e liberdade ao redor do mundo, está nas mãos de uma administração corrupta, incompetente, racista, imprudente e traidora”, disse o músico, segundo relatos do evento. Ele pediu união pela democracia e pelo Estado de Direito.

As luzes se acenderam após a palavra “guerra”, e a banda tocou “War”, de Edwin Starr (1970), com participação de Tom Morello na guitarra. A música seguiu para “Born in the U.S.A.”, liberada recentemente para a ACLU em ação contra ordem executiva de Trump sobre cidadania por nascimento.

O show ganhou contexto com eventos recentes. Após mortes de Renee Good e Alex Pretti por agentes do ICE em janeiro, Springsteen cancelou planos de álbum solo e montou a turnê com rapidez. Minneapolis, epicentro do movimento No Kings, foi a cidade de abertura.

Springsteen dedicou “Streets of Minneapolis” à resistência local. “No inverno passado, tropas federais trouxeram morte e terror às ruas de Minneapolis”, afirmou. Ele liderou gritos de “fora ICE agora” durante a música.

O setlist misturou hits como “No Surrender”, “Out in the Street”, “Hungry Heart”, “Youngstown”, “Murder Incorporated” e “American Skin (41 Shots)”, com Morello de volta. “Long Walk Home” foi apresentada como oração pelo país.

Em momento solo, Springsteen tocou “House of a Thousand Guitars”, do álbum Letter to You (2020). “My City of Ruins” ganhou tom gospel, com discurso sobre desafios ao Departamento de Justiça e à procuradora-geral Pam Bondi.

O show terminou com “Badlands”, “Land of Hope and Dreams”, bis de “Born to Run”, “Bobby Jean”, “Dancing in the Dark”, “Tenth Avenue Freeze-Out” e cover de “Purple Rain”, de Prince. Springsteen fechou com “Chimes of Freedom”, de Bob Dylan, tocada nos EUA pela primeira vez desde 1988.

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