Bruce Springsteen apresentou nesta segunda-feira a faixa “Streets of Minneapolis”, composta no sábado, gravada no domingo e publicada nas redes em resposta às mortes de Renee Good e Alex Pretti, ocorridas em janeiro durante operações do ICE e da Patrulha de Fronteira na cidade norte-americana.
Em mensagem no Facebook, o cantor dedicou a canção “aos moradores de Minneapolis, aos vizinhos imigrantes inocentes e em memória de Alex Pretti e Renee Good”. O lançamento ocorre em meio a protestos que pedem investigação ampla e a retirada de agentes federais da região.
Pretti, enfermeiro de 37 anos, foi baleado em 24 de janeiro enquanto filmava agentes federais. Imagens mostram o profissional imobilizado no chão antes dos disparos. Duas semanas antes, em 7 de janeiro, a agente Jonathan Ross matou Renee Good, caso que também gerou indignação nacional.
Além de Springsteen, outros músicos protestaram. Graham Nash divulgou comunicado com críticas diretas ao ICE e ao então presidente Donald Trump. Neal Schon, do Journey, qualificou a situação de “insana” em publicação no X. Tom Morello, ex-Rage Against the Machine, compartilhou diversos posts contra a agência, chamando seus agentes de “polícia secreta federal mascarada”.
Com versos que citam “pistas de sangue” e a “voz” de Minneapolis, Springsteen mistura relato dos fatos e apelo por justiça, reforçando uma tradição de canções de protesto em sua carreira.



