Casey Wasserman coloca agência à venda após arquivos Epstein

Luis Fernando Brod
2 minutos de leitura
Casey Wasserman. Crédito: Monica Schipper/Getty Images.

Casey Wasserman decidiu vender a agência que leva seu sobrenome após seu nome surgir nos arquivos de Jeffrey Epstein, divulgados em 30 de janeiro pelo Departamento de Justiça dos EUA.

Em memorando interno enviado na sexta-feira, 13 de fevereiro, o executivo afirmou que se tornou “uma distração” para o negócio. Ele iniciou formalmente o processo de venda e transferiu o comando diário a Mike Watts, presidente da companhia. Wasserman concentrará esforços no comitê organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Los Angeles 2028.

O movimento ocorre após a saída de diversos clientes, entre eles Weyes Blood, Orville Peck e Chelsea Cutler. Nomes como Chappell Roan, Wednesday, Beach Bunny e Sylvan Esso já haviam rompido com a agência nos últimos dias.

A pressão aumentou quando cerca de três milhões de documentos relacionados a Epstein foram liberados sob a Epstein Files Transparency Act. Entre eles, e-mails de 2003 entre Wasserman e Ghislaine Maxwell, condenada por tráfico sexual em 2021, e referências a um voo em 2002 na aeronave de Epstein rumo a projetos de combate ao HIV na África, ao lado do ex-presidente Bill Clinton.

No comunicado, Wasserman reiterou que seus contatos limitaram-se a “uma viagem humanitária e alguns e-mails” enviados antes de qualquer acusação pública contra Epstein ou Maxwell. Ele pediu desculpas aos funcionários, clientes e parceiros pela repercussão negativa.

Enquanto a venda é estruturada, Watts assumirá todas as decisões operacionais, tentando conter a debandada de artistas e preservar o portfólio esportivo e musical da agência.

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