Dave Grohl ainda luta para entender morte de Hawkins

Luis Fernando Brod
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Luis Fernando Brod
Publicitário, redator e pesquisador musical com foco em classic rock, hard rock e bastidores da indústria fonográfica. Especialista com mais de 5 anos em resgatar a...
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Dave Grohl / Foo Fighters. Crédito: Andreas Lawen, Fotandi/Wikimedia Commons

Dave Grohl admitiu que continua sem compreender a morte do baterista Taylor Hawkins, ocorrida em 25 de março de 2022, em Bogotá, algumas horas antes de um show do Foo Fighters.

Em sua primeira entrevista sobre o assunto, concedida à revista Mojo, o vocalista descreveu o impacto imediato da notícia: a banda se reuniu em seu quarto de hotel, “bebeu e chorou” enquanto tentava processar o choque. “Perder o Taylor nunca deveria ter acontecido”, afirmou. “Virou meu mundo de cabeça para baixo e me fez questionar tudo sobre a vida. Ainda é difícil fazer sentido disso.”

Grohl contou que, nos dias seguintes, buscou qualquer atividade para escapar do silêncio, usando a música como apoio emocional. A estratégia não era inédita: após a morte de Kurt Cobain, em 1994, ele formou o Foo Fighters como forma de seguir em frente. “A banda nos salvou uma vez e percebemos que precisávamos dela de novo”, comentou.

Em vez de encerrar as atividades, o grupo promoveu shows-tributo, lançou o álbum “But Here We Are” em 2023 e passou a contar com Josh Freese na bateria até 2025. Hoje, Ilan Rubin ocupa o posto e o disco “Your Favorite Toy” chega em abril.

Segundo Grohl, esse período o fez “reexaminar ambição e intenção”. Ele reconhece que antes vivia “com medo do silêncio”, mas garante que o horizonte mudou: “Antes eu rodava com gasolina comum; agora queimo diesel.” O cantor prometeu que o Foo Fighters continuará “rodando o planeta tocando rock”.

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